tempo de oportunidades

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sexta-feira, abril 09, 2021

Liberdade religiosa, a mãe das liberdades

     

Por Célio Barcellos
Talvez nós brasileiros compreendêssemos melhor a liberdade religiosa se fôssemos parte daquele grupo de puritanos que povoou os Estados Unidos da América ao fugir das perseguições religiosas na Europa. Os fundadores americanos criaram um país onde poderiam exercer livremente a liberdade religiosa, algo caro para eles. Dentre os pais fundadores, a figura de Roger Williams se destaca em prol da liberdade religiosa. 

Para Williams, a liberdade religiosa é como se fosse a mãe das liberdades. Diferente do britânico John Locke que defendia apenas a tolerância, Williams “argumentava não apenas a favor da tolerância, mas da liberdade; ele reconheceu que liberdade religiosa deveria ser compreendida como um direito humano fundamental e não um critério legislativo.”[i]

Sabedores de quão daninho era o poderio da religião estatal, os fundadores dos Estados Unidos da América trataram de deixar bem claro na Primeira Emenda da Constituição criada em 15 de dezembro de 1791que o Congresso passa a ser impedido de: “Estabelecer uma religião oficial ou dar preferência a uma dada religião”. Eles trataram de instituir a separação entre a Igreja e o Estado.

No contexto recente em que a pandemia provocada pela Covid-19 afetou o cotidiano das pessoas, os brasileiros, além do infortúnio da praga, teve de conviver com decretos abusivos que afetaram em cheio a sua liberdade. Numa briga de poderes, a mais alta Corte da justiça brasileira delegou aos estados e municípios as ações de combate à pandemia. O Brasil, desde a unificação comandada por José Bonifácio para a sua integração, teve de ver o seu território governado por decretos regionais e não por sua Constituição. 

De uma hora para outra, em nome do bem-estar social, a truculência invadiu as ruas obrigando pessoas nas praças e praias a serem tiradas desses locais à semelhança de um judeu carregado para a prisão em tempo de nazismo ou até mesmo de um cristão no auge da inquisição. No que se refere à religião, a situação extrapolou a ponto de lugares sagrados serem violados em que até mesmo transmissões onlines foram interrompidas. Houve lugares que até casas foram invadidas para interromper o momento litúrgico da família. 

Mediante a esses abusos, a Associação Brasileira de Juristas Evangélicos (ABRAJUR), entrou com uma ação exigindo a garantia constitucional da religião. Garantia essa, definida como Cláusula Pétria, no art.5, inciso VI, que diz o seguinte: “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias”. [ii]

Como no Brasil as coisas demoram ser julgadas, após um ano do ocorrido e num contexto de maior pico da Covid, a justiça brasileira que deveria ter punido prefeitos e governadores por seus excessos lá atrás evocando a Constituição, decidiu na última quinta-feira (8), enterrar a Constituição Federal em detrimento dos decretos. 

Na opinião de Luigi Braga, membro da ABRAJUR, é preciso “cuidar para não colocar o direito à liberdade religiosa em oposição ao direito à vida”. E ele ainda enfatiza que é necessário muita cautela com a frase: “Igreja aberta viola o direito à vida”. Se porventura há igrejas que não estão respeitando o distanciamento necessário e os protocolos de segurança, o próprio estado tem elementos para enquadrar os seus responsáveis. Mas é muito perigosa essa afirmação. 

Cristãos que embarcam na onda autoritária do estado avalizando decretos, não param para pensar que ambos os decretos poderão se voltar contra os mesmos devido aos precedentes presenciados atualmente. O crescente cancelamento às vozes conservadoras e o ódio aos princípios que nortearam o surgimento da civilização ocidental, deveriam deixar alerta não somente os cristãos, mas todo defensor da liberdade. 

Exemplos recentes não faltam quando no contexto político, conservadores tiveram suas casas invadidas e foram enquadrados sem o devido processo legal. Houve muitas palmas da ala extrema contrária. Fernando Gabeira, um dos poucos jornalistas da ala progressista denunciou veemente a forma truculenta, pois percebera os riscos que atitudes como as utilizadas, poderiam resultar. Todo cidadão, seja ele de direita ou de esquerda, deve ser enquadrado se cometer delitos. Neste caso, a justiça precisa ser cega. Mas dentro da legalidade. 

De acordo com Samuel Gregg, não dá para imaginar o Ocidente sem o legado judaico-cristão. Desde a ética aristotélica, ao método socrático, bem como a metafísica platônica, tudo isso causou a junção da racionalidade grega com a revelação particular do Deus hebreu na formação do Ocidente.[iii] A pessoa pode até não concordar com a diversidade de pensamento, mas ao olhar para o casamento entre Grécia e Jerusalém tem a obrigatoriedade da tolerância.

A pandemia é grave e deve ter a colaboração de todos para combate-la ou para enfrenta-la. No entanto, desde o seu início, houve uma polarização iniciada por governantes que não toleram o atual chefe da nação, desrespeitando inclusive a democracia. Uma verdadeira guerra de narrativas foi iniciada na imprensa tradicional e nas redes sociais. De um lado os defensores do governo e do outro, os oposicionistas travando verdadeiras baixarias em nome do suposto bem comum, mas que não conseguem enxergar o principal inimigo – o ego. 

O grande dilema é que a sociedade está sofrendo e não há solução humana se não por meio da intervenção divina. A ilusão de que um governo tem a solução, não passa de um sonho ideológico recheado de fanatismo religioso. Neste prisma, Yuval Harari menciona que a “era moderna testemunhou a ascensão de uma série de religiões baseadas em leis naturais, como o liberalismo, o comunismo, o capitalismo, o nacionalismo e o nazismo”.[iv] Para Harari, esses “credos não gostam de ser chamados de religiões e se referem a si mesmos como ideologias.”[v]

O melhor a se fazer é fixar o olhar no que o pensamento judaico através do profeta Daniel há muito ensinou à humanidade: “...como viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro” (Dn 2:45). Mesmo como sendo ultrapassadas para alguns, as Escrituras fornecem a segurança adequada para os anseios e sofrimento humanos. 

Daniel teve a coragem de dizer ao rei que a autoridade com que ele governava vinha de Deus (v.37). Quem atualmente terá a coragem de dizer aos poderosos que sua autoridade vem de Deus mediante a escolha humana? Como falar de Deus em um mundo secular em que cristãos seculares se utilizam do “fogo amigo” ao culparem a igreja, mas que se esquivam em responsabilizar os desmandos de autoridades? 

A igreja tem o seu papel na sociedade e vai continuar utilizando-o. Ela é um organismo vivo e vai sobreviver independente de paredes e daqueles que torcem por seu fechamento total. O que precisa ficar claro é que a discussão inicial não foi o fechamento nesse auge da pandemia, até porque, a maioria das igrejas já estava colaborando, mas sim, nos abusos orquestrados por miniaturas de ditadores que ano passado, cercearam um direito pleno dos religiosos brasileiros. 

Se você não vê nada demais em o estado corroborar com decretos abusivos, você também não percebe quando defensores de princípios conservadores são acusados de fazerem parte de um sistema opressivo, ao defenderem Deus, família, vida e liberdade. Se Roger Williams estivesse aqui, ele continuaria a defender a liberdade. Certamente, ele concordaria com Scott, quando disse que a “América não é a Nova Jerusalém e nem o Ocidente o paraíso da perfeita justiça. No entanto, é o lugar de melhor tolerância no mundo por oferecer as liberdades que o ser humano necessita.”[vi] Pelo menos, era. 

Só quero dizer que, se há igrejas abusando de sua liberdade, também me parece haver autoridades abusando de seu poder e ambos devem ser combatidos. Disseminar a ideia de que "igreja aberta viola o direito à vida" é censurar a liberdade de quem faz o certo em amenizar o sofrimento psicológico e social de milhões de pessoas que não possuem condições que a menor parte da população desfruta. Ou a gente se une para desgraçar o vírus, ou o vírus nos desgraçará. Que Deus livre a todos! 



[i] James Calvin Davis, On Religious Liberty: Selections from the Works of Roger Williams. Massachusetts: Harvard Library, 2008, p. 45, Kidle.

[ii] Constituição da República Federativa do Brasil

[iii] Samuel Gregg, Reason, Faith, and the Struggle for Western Civilization. New Jersey: Regnery Publishing. 2019, p. 32-36.

[iv] Yuval Noah Harari, Sapiens: Uma breve história da humanidade. Porto Alegre,RS: L&PM Editores, 2019, p. 236.

[v] Ibid., p.236

[vi] Scott D. Allen, Why Social Justice Is Not Biblical Justice: An Urgent Appeal to Fellow Christians in a Time of Social Crisis. Grand Rapids, MI: Credo House, 2020, capítulo 6, Kindle.

quarta-feira, março 17, 2021

Os Chicos e Severinos estão clamando...

Por Célio Barcellos

Inquieto na cama e sem conseguir dormir, decidi levantar e escrever um pouco. Confesso que a falta de sono é em face ao sofrimento das pessoas nesse terrível contexto da pandemia. Fico a imaginar o desespero de uma mãe que perdera o seu filho; de um cônjuge que perdera a pessoa da sua vida e de tantas outras situações que tem tirado a paz e a tranquilidade da população. E ainda tem o desespero de um pai ou de uma mãe, ao ver os filhos com fome sem poder fazer muita coisa. 


Os meus pensamentos me conduziram a dois gigantes da literatura brasileira: Raquel de Queiroz e João Cabral de Melo Neto, que relataram a dura realidade do sertanejo. A primeira, em seu livro “O Quinze”, fala da escassez nas bandas de Quixadá no Ceará, devido a grande seca de 1915. O segundo, trata da história do retirante Severino que ao longo de sua viagem no sertão pernambucano, vê de perto a miséria, a fome e a morte. 


Realizar uma dieta ou até mesmo um jejum com propósitos religiosos, já mexe com todo o sistema humano. Agora, imagina ter de passar dias sem o que comer! É fato que precisamos cooperar para a contenção do vírus da Covid, mas me parece insano ter de ver pessoas desesperadas de fome e ainda observar o aumento da pobreza ao presenciar comerciantes e empresários geradores de empregos serem obrigados a fechar as portas. Qual é o prazo para isso? Essas ações eliminarão o vírus ou criarão ainda mais problemas? Eu não sei a resposta. E você? 

Ninguém está livre desse vírus diabólico que inferniza o nosso cotidiano e nos arranca a paz ao tirar de nós pessoas que amamos. Sim, ele é cruel e malvado. No entanto, não deixa de ser cruel ver pessoas desesperadas, até mesmo tomando decisões radicais contra si, devido ao infortúnio da fome e do desemprego. 

Em seu livro "Homo Deus: uma breve história do amanhã, (p.14)”, Yuval Noah Harari menciona que no último século com o aumento da tecnologia foi criada uma corrente segura que tem condições de eliminar a linha de pobreza da humanidade. Esse feito só não ocorre, não é devido a catástrofes, mas a políticos egoístas e gananciosos. Mandar pessoas ficarem em casa e obrigar o fechamento de comércios parece ser uma atitude fácil para quem tem o poder nas mãos e o seu ordenado no final do mês. 

Já estamos há mais de um ano lutando contra esse terrível mal e o que se vê são políticos e autoridades brigando por uma maior fatia do bolo na esfera chamada poder. Aos invés de priorizar as pessoas, o pensamento vem no individualismo e na ganância. Se a crise fugir do controle é ruim para todo mundo. Não tem "salvador da pátria”, capaz de capturar o bicho e devolver a paz para as pessoas. Acho que cada um deveria parar de culpar o outro e pensar pelo menos nas gerações dos filhos e netos que trilharão o futuro. 

Sabe! É quase meia noite e estou aqui em meu escritório sem sono e observando as luzes da cidade e o silêncio da mesma. O meu estômago está um pouco doendo, mas graças a Deus, assim que eu concluir o texto, irei até a cozinha comer alguma coisa. No entanto, sei que deve ter pessoas famintas em algum lugar por não terem nada para comer. Eu sei que tem pessoas próximas de mim, pois já recebi pedidos de socorro neste sentido. 

Também sei que neste momento há uma mãe e um pai em prantos pela morte de um filho. Pessoas que não conseguem dormir pela tristeza e a solidão. Tem pessoas desesperadas por notícias de uma parente na UTI. Sabe amigo! A doença e a morte são terríveis e nos causam dor. A Bíblia fala que a morte é o resultado direto do pecado (1Jo3:4). Ela existe devido a desobediência inicial da humanidade (Genesis 3). Infelizmente esse mal está em nosso DNA e temos de conviver com isso. No entanto, há uma esperança de vida ofertada por Jesus Cristo (João 11:25). É fácil para eu escrever essas palavras sendo que a dor é de outra pessoa. Porém, eu te convido a se agarrar nesta ESPERANÇA oferecida por Jesus. Afinal, somos todos frágeis. 

Prezado leitor! “O Quize” e “Morte e Vida Severina” foram escritos há décadas. Porém, a realidade de suas páginas não tem que ver somente com o sertão nordestino, mas com cada metro quadrado desse imenso Brasil pandêmico. Até porque, as “selvas de pedras” nos centros urbanos, formam as caatingas da indiferença em que os Chicos e os Severinos sobrevivem em meio à fome e à miséria provocados por insensíveis que deveriam cuidar deles. 

Só nos resta orar para que tenhamos força, saúde e recursos para cuidarmos dos nossos, sem contudo nos esquecermos dos pequeninos que padecem nos sertões e nas selvas do Brasil. 

Que Deus tenha misericórdia de todos nós! Que nos arrependamos de nossos pecados, pois como seres humanos, estamos distantes do ideal divino.

Pirassununga/SP - 00:20, 18/03/21

sexta-feira, março 05, 2021

Olhemos para a cidade e clamemos por ela

Por Célio Barcellos

Devemos olhar para a cidade e chorar como Jesus. Ele olhou para Jerusalém e teve piedade da mesma. No entanto, fez questão de adverti-la de quantas vezes quis abraça-la como a galinha abraça os pintinhos (Lucas 13:34). As nuvens que pairam sobre uma cidade deveriam nos ensinar muita coisa. A junção das menores Stratocumulos formam a comunidade de Cumulus que na densidade do peso transforma-se em Nimbostratus disparadora de torpedos em direção ao solo. 

Para ficar mais assustador, a junção de Cumulus com Nimbostratus, forma Cumulonimbus que nervosas riscam o Céu de raios e nos apavoram com os trovões. 

Em meio ao medo e incertezas, só nos restam a claridade além do infinito, pois nem mesmo as lâmpadas nos aquietam. Num blackout inesperado, a cidade poderá ficar turva, em um intenso e tenebroso breu. Para prosseguirmos a caminhada rumo à Luz que nunca cessa, necessitamos do Azeite chamado Espírito que nos ilumina e nos dá vida. 



Em meio às incertezas de um vírus em que as densas trevas do pecado se proliferam, vemos pessoas sofrendo e morrendo. Os aproveitadores procuram culpados, sendo que os culpados somos todos nós, que de alguma forma seguimos nossos apetites e desejos sem nos importarmos com os demais. Deus nos colocou nesta terra para cuidarmos dela. Infelizmente, cuidamos mal e o resultado tem sido desavenças, motins, gritos de insatisfação e muita rebelião contra Deus. Nós moradores da terra, às vezes nos esquecemos de olhar para o Céu.

Deveríamos olhar mais, pois a qualquer momento, o Filho de Deus virá. Densas nuvens carregadas de escuridão e muitos trovões sobrevirão em todas as cidades e cantos do planeta. Aos moradores da Terra olharem para o alto, verão uma pequena nuvem clareando os céus. À medida em que essa nuvem vai crescendo, um coro como ninguém jamais ouviu se aproxima de forma cada vez mais estrondosa. Neste momento não adiantarão os gritos ou passeatas de insatisfação, mas o grito dos atalaias enfatizando o retorno do Senhor.  

Olhemos para a cidade e oremos por ela! Devemos interceder ao Senhor para que o sofrimento seja mitigado e o máximo de pessoas possam ser restauradas para a glória de Deus. Olhemos para a cidade e oremos por suas autoridades! Entregá-las nas mãos do Senhor é o mais seguro a fazer. Olhemos para a cidade e acreditemos nela! Afinal, fomos chamados para confronta-la com a Palavra de Deus. Além da cidade, olhe para o alto! Existe luz além das trevas.  

#Euoroporvocê #Oremospelacidade 





quinta-feira, fevereiro 11, 2021

Rafting ministerial


Por Célio Barcellos

Imagine o ministério à semelhança de um rafting nas águas do Jacaré-pepira na cidade de Brotas/SP. A aventura selvagem exige total atenção aos enunciados do instrutor para que  o sincronismo nas remadas seja perfeito e tudo ocorra dentro do planejado até o término dos 13 quilômetros de uma correnteza repleta de pedras que proporciona quedas d'águas de até 3 metros de altura, contagiando verdadeira adrenalina aos participantes. 

Quando o instrutor dita os comandos: "frente!" (momento em que os dois remadores da dianteira ditam o rítmico das remadas); "corda!" (momento em que os tripulantes seguram a corda fixada no bote e inclinam os corpos tocando as cabeça em ângulo de 45 graus); "Para trás!" (momento de remar ao contrário para redirecionar o bote); e "piso!" (momento de sentar no fundo do barco para estabiliza-lo e se proteger na descida cheia de pedras pelo caminho).

O momento de euforia e de calafrios proporcionados por essa aventura, somente gera pânico quando alguém do grupo que não sabe nadar, cede à pressão para descer a correnteza sem o bote. É muito desespero! É inevitável notar o pânico nos rostos desesperados por  terra firme!. São caldos atrás do outro! Se não fosse o colete salva-vidas, era certeza de afogamento. O alívio surge com a mão amiga em direção ao socorro. Ufa! Obrigado Deus!

Numa aplicação de vida, jamais deveríamos ceder à pressão de grupo. Infelizmente, há muitos prejuízos por causa disso. No entanto, se tal pressão estiver acompanhada de um desespero para vencer um obstáculo com o intuito de fugir de um perigo, deveríamos vencer o medo e nos agarrarmos àquela única oportunidade pela vida. Neste caso, a descida de colete nas águas do Jacaré-pepira, ainda que com o medo de afogamento, faz-se necessária para o crescimento.  Nos momentos de tranquilidade do rio, além de conversarmos e crescermos no aprendizado, temos a oportunidade de apreciarmos a linda fauna e flora do lugar. 


No ministério encaramos um rio pedregoso, muitas vezes barrento e cheio de riscos ao singrarmos suas águas. Para alcançarmos o Porto Seguro, é necessário confiarmos plenamente na condução de nosso Instrutor - Jesus Cristo.  Ele dita os comandos e na sinergia da equipe, o bote ganha estabilidade e rapidez no trajeto. É preciso viver o ministério! Se reclamarmos o tempo inteiro, focarmos somente em problemas e deixarmos de remar, poderemos comprometer a segurança da embarcação e não aproveitarmos os momentos de tranquilidade do rio para  conversarmos e crescermos no aprendizado. 


Apesar de toda tensão e adrenalina ministeriais, há sempre o momento de calmaria em que podemos observar a riqueza e beleza do nosso trabalho. Assim como observamos a fauna e a flora no Jacaré-pepira, devemos aproveitar momentos como o Pastori, para nos entrosarmos bem, trocarmos ideias, e compartilharmos experiências numa jornada em que ninguém chegará sozinho.  Uma coisa é certa! Se estivermos em sinergia de equipe, ouvindo as instruções do Mestre e sendo leais um ao outro, não somente veremos belezas e obstáculos que margeiam o rio, mas enxergaremos em suas águas, os peixes grandes e pequenos que devemos pescar para o Mestre. 

#APaC não para! 


ARTIGOS ESPECIAIS -:)