tempo de oportunidades

tempo de oportunidades

sábado, janeiro 02, 2021

O primeiro sábado


Por Célio Barcellos 


No final da criação, o Grande Deus, o sábado nos legou. 

Um dia especial, que Ele no próprio descansou. 

É abençoado este dia e santo ao Senhor, 

Que convida a humanidade, a relaxar do seu labor. 




Aquele sábado no Éden, chama-nos muito a atenção. 

Um tempo livre de pecado e de nenhuma tentação. 

Adão e sua esposa, desfrutaram sem igual; 

De um período abençoado e isentos do terrível mal. 




Após o seu pecado, Adão no Éden não morou. 

Na odisséia da sua vida até mesmo nos afetou. 

Juntamente com os seus, iam até a porta do Jardim. 

Relembrar momentos belos, que jamais, teriam fim. 




O sábado está findando, o primeiro de mais um ano. 

Nem de perto é o do Éden, pois o mundo é bem profano. 

Este abençoado e santo dia é pra um lugar sem pecado. 

Enquanto aqui nós estivermos, façamos o melhor, do esperado. 




O último sábado nesta terra, chegará pra todos nós. 

Não sabemos em que tempo, pois dissipamos como noz. 

É confiar em Jesus Cristo que virá pra nos buscar; 

E na semana em viagem, todos os salvos, o PRIMEIRO SÁBADO, terão de guardar. 




Venha logo meu Senhor, para o Éden nos levar. 

Esta terra está terrível e difícil de morar. 

Obrigado Jesus Cristo pelo presente que nos deu, 

Restaurar não só o sábado, mas a eternidade, que se perdeu. 




Uma feliz semana para todos! 

quinta-feira, dezembro 31, 2020

Geração apressada, tempo contínuo


Por Célio Barcellos

Neste pôr do sol não somente nos despedimos de mais um dia, como também de mais um ano (os guardadores do sábado compreendem o final de um dia e o iniciar de outro, no pôr do sol, ao invés da meia noite). Na verdade, 2020 foi um massacre de tristeza, medo e morte. Porém, foi um momento oportuno para a solidariedade e o altruísmo de profissionais e voluntários que não mediram esforços para salvar vidas afetadas por um infame covid-19. Parabéns a todos vocês! 

Um ano que se vai é como um ser humano que parte para o além. Só restam as lembrança, sejam elas boas ou ruins. A geração deste século nasceu premiada com a tecnologia e a capacidade de registrar momentos incríveis que outras gerações não puderam fazer. A velocidade de comunicação em tempo real de um ponto a outro do Planeta, seja por texto, áudio ou vídeo, proporciona ao ser humano uma dimensão supersônica, perigosa e que rouba tempo para coisas elementares. 

É de se admirar os feitos da geração tecnológica. Ela é capaz de revolucionar o planeta a partir de um smartphone. No entanto, parte-nos o coração presenciarmos em pleno século 21, ações trogloditas que beiram à irracionalidade. Se de fato, a vida for corroborada pelo pensamento evolucionista, em que a lei do mais forte é o que importa, os chamados sapiens, permanecem neandertais na brutalidade com que executam suas ações no dia a dia. 

O ano que se vai, deveria ter causado transformações e um arrependimento coletivo da humanidade. No mínimo, o ser humano deveria reconhecer o transcendente despojado de interesses materialistas. Ao invés disso, são presenciados e transmitidos em tempo real, arrogâncias, blasfêmias, desvios de recursos em um momento tão vulnerável das pessoas; instabilidades políticas, jurídicas e sociais; Também são enaltecidos a defesa da impunidade e o anseio de eliminar do ventre materno, bebês com semanas de vida. 

O que está acontecendo com os seres humanos da atualidade? Parece que as gerações dos códices, da pena do tinteiro, da máquina de escrever, das caravelas e trens a vapor, nos deixaram um legado mais sólido das coisas; Nos legaram pilares que sustentaram a nossa civilização até aqui. Fazemos tudo numa velocidade sem igual, temos a liberdade de ir e vir e ainda assim estamos insatisfeitos. 

Confesso que me dá uma imensa saudade da minha época de menino na pequena Itaúnas (Conceição da Barra-ES) em que o tempo parecia parar e os dias pareciam durar mais. Naquela minha vida nativa, juntamente com amigos vivíamos em matas, brejos, pântanos, rios, dunas e mar. A loucura que estamos presenciando, só era sentida nos calafrios que os filmes e noticiários nos proporcionavam. Os problemas existiam, mas vivíamos muito bem, mesmo em nossa vida simples. 

Não quero menosprezar o tempo atual, pois agradeço a Deus por estar vivo, fazer parte dele e desfrutar das coisas extraordinárias que ele proporciona a todos nós. Apesar desse 2020, totalmente desproporcional no que se refere a tristeza e dor, precisamos olhar para 2021 com fé e esperança. Não fazemos ideia de como será o novo ano, mas temos a certeza de que a vida continuará. Só depende de cada um de nós, fazer com que as coisas que dependem de ação humana, funcionem da melhor maneira possível. 

Sem dúvidas, há um enorme hiato entre a velocidade das coisas do século 18 por exemplo, com a velocidade do nosso século. O apressar do nosso tempo em querer saciar a adrenalina imposta por uma exigência acelerada, torna-se totalmente perigoso à semelhança de um automóvel a 200 Km por hora que a qualquer momento poderá se desgovernar e causar uma tragédia. 

O ano está findando, vai embora e não volta nunca mais. Não há nenhuma esperança humana de retorno. O "de volta para o futuro” do ponto de vista humano é ilusório e enganador. Assim como um morto não retorna para contar nada (Eclesiastes 9:5), o passado se dissipa e nos faz envelhecer em direção ao além. A única esperança humana está na humildade em reconhecer que é criatura e que o seu Criador tem o controle do tempo e está ansioso para fazer dos seres humanos Seus filhos e habitar com eles para sempre. Do contrário, a esperança do ser humano no que se refere a vida e as coisas, não passa além do túmulo. 

Se ligue! 2020 mostrou que o tempo passa para todos e que a grande esperança é a misericórdia de um Deus que nos quer bem. Aproveite os recursos dessa geração e se prepare para um dia estar com o dono do tempo. Ah! Nesta virada de ano não tem graça queimar fogos de artifícios, mas é super bem-vindo o acender das luzes em família e entre amigos. Aproveite o tempo! 




quinta-feira, dezembro 24, 2020

O azimute da salvação


Por Célio Barcellos

Naquela noite em Belém o Céu estava lindo e a brilhante estrela que se destacava na longitude do planeta era o azimute para toda a humanidade perdida em uma latitude repleta de trevas. Os sábios do Oriente percorreram longa distância e localizaram o que os de perto desprezaram. Eles foram ver o nascimento do Rei Menino, o Filho de Deus, o “Pão da Vida que desceu do Céu”. 

Os poderosos deste mundo não sentiam fome pelo “Pão da Vida”, mas a fome da maldade; do poder e da opressão ao semelhante. Vinte séculos se passaram desde aquele Natal e ainda estamos aqui, em meio à escuridão de um mundo de pecado que insiste em desprezar o "Deus que Se fez carne em habitou entre nós”. E não somente O desprezam como também O penduram no madeiro da indiferença e da incredulidade. 

Desculpa-me o anacronismo, mas o lockdown do primeiro século, foi tão violento e furioso que na briga por poder, criancinhas foram dilaceradas por cães humanos tão ferozes e de semblantes raivosos que mais se pareciam com demônios. Os soldados executavam ordens insanas sem nenhuma justificativa plausível. A salvação em pessoa havia chegado e os homens a rejeitaram. 

No que se refere ao Natal, há os que gritam de raiva e destilam argumentos para não observá-lo em função do paganismo. Quem é sensato, consegue ultrapassar essa barreira e olhar para a data como uma oportunidade de reencontrar família e amigos. De descansar das fadigas e pressões de um ano cruel como o 2020. Veem esse momento como um tempo oportuno para confraternização e reflexão. E por que não dizer como a oportunidade de encontrar o Salvador?! 

O Deus Menino é tão maravilhoso que perpassa ideologias. Ele aproveita os dias festivos e não festivos para estar à disposição de um mundo indeciso, repleto de corações dilacerados e de mentes embriagadas pelo pecado. Corroborar para a destruição do Natal é fechar a porta de oportunidades que a Liberdade Religiosa nos permite em compartilhar do EVANGELHO da GRAÇA a um mundo desgraçado em seus delitos. Não foi em 25 de dezembro que Jesus nasceu. Mas é neste dia que as pessoas viajam distâncias para reencontrar queridos. 

Como cristãos, devemos obedecer as leis do Estado para o bom funcionamento da sociedade. Devemos contribuir para o bem-estar das pessoas. Devemos ser o natal diário que as pessoas aguardam o ano inteiro, seja num olhar, num sorriso, numa ação solidária e em outras coisas boas que possamos fazer. Acima de tudo devemos ser leais a Deus. Especialmente quando os poderosos do Estado não se entendem e o que se destaca são as multifacetadas ideologias que mais nos confundem do que nos ajudam. 


Assim como naquela noite em Belém existiam os grupos dos adoradores; dos indiferentes; dos incrédulos e dos perseguidores; atualmente, esses grupos se amalgamam em uma esquizofrenia social que ao perseguirem o Menino Deus têm matado as criancinhas ainda no ventre de suas mães. O intuito é impedir o nascimento da ESPERANÇA, pois o mundo do pecado, obliterou percepções básicas da realidade. 

O Natal não está sendo feliz para muitas famílias que  estão angustiadas com um conhecido numa UTI ou que perderam os seus queridos. Seja pela Covid-19,  por qualquer outra enfermidade ou até mesmo de causas naturais. Infelizmente a morte é sempre a morte. Ela deixa tristeza e vazio. No entanto, procuremos olhar para frente, mesmo que o nosso coração esteja dilacerado. Façamos como os sábios do Oriente! Vamos até Belém e recebamos o “Pão da Vida”, pois Belém é a "Casa do Pão. 


Esse 2020 já mostrou que a qualquer momento tudo pode faltar e comprometer a todos. Economias, competições esportivas e tudo que faz girar os trilhões de dólares diariamente, não são o suporte permanente do ser humano. Porém, aquele que tem a Cristo, continua na ESPERANÇA de dias muito melhores e tranquilos, pois Jesus já inaugurou o Reino que muito em breve surgirá. 

Vamos até Belém! De lá, sigamos para o Calvário e vejamos a Cruz de Cristo. Ela está vazia e é o nosso azimute para reencontra-LO. Não como a uma criança, mas como o Deus pleno e Salvador do mundo. 





sexta-feira, dezembro 11, 2020

Vagalumes da Compaixão



Por Célio Barcellos

Há dez meses o mundo parou.

De uma hora para outra, a sensação de medo, pânico e morte, assumiu o controle. Até mesmo "as águas de março que findam o verão", foram ofuscadas pela pororoca de um vírus que numa tsunami de ameaças, prometia engolir tudo e a todos.

A sensação é a de que o fim do planeta se aproximava! Milhões de pessoas aprisionadas em suas casas, diariamente presenciavam os horrores da notícia sem esperança. Era o apocalipse em forma de vírus!

Em meio a angustia dos povos, a igreja também se angustiou. Chegaram até fechar a igreja, mas ela nunca fecha. A igreja é um organismo vivo e se adapta às diversas circunstâncias, inclusive quando se trata de vírus, uma vez que há milênios ela auxilia pessoas a se libertarem do pecado, o mais cruel de todos.

A escuridão tomou conta e muitos brasileiros nunca mais viram a luz. Não foi somente em nossa Pátria. O vírus cruel, ceifou a vida de milhões de humanos ao redor do globo. Porém, louvado seja a Deus por outras milhões de vidas vencerem a doença e permanecerem no meio de nós!

A partir de uma zona cinzenta de incertezas, o mundo tenta se erguer. A claridade ainda não veio, mas, os vagalumes da compaixão se encarregaram de transmitir a luz da ESPERANÇA ao socorrer os afetados e infectados por um monstro chamado Covid.

Esse monstro é cruel! Ele é real! Quem dera fosse apenas um mito. E à semelhança dos gregos, pudéssemos contar a estória da Esfinge chamada Covid que atormentava apenas o nosso imaginário.

Ai de nós se não fosse Deus com a sua infinita misericórdia! Ai de nós se não fossem os vagalumes da compaixão protegidos pelo Altíssimo a enfrentar os perigos em prol do próximo! Ai de nós! Ai de nós! Ai de nós!

Nos Distritos de Pirassununga e do Jardim São Pedro, territórios da Associação Paulista Central, esses vagalumes têm nomes: São os voluntários da Ação Solidária Adventista (ASA). Poderíamos chamá-los de médicos ou enfermeiros da compaixão. Eles trabalharam incansavelmente através do envolvimento e da satisfação em ver pessoas bem. Eles são a igreja que servem a comunidade com amor e proclamam a Volta de Jesus.

Em parceria com Supermercados, arrecadaram 8 toneladas de alimentos para socorrer as famílias vulneráveis. Juntamente com o SESI, a Ação Solidária Adventista somou forças com outras instituições e durante 3 meses, auxiliou na distribuição diária de mil marmitas na cidade de Descalvado. Também foram distribuídas 600 peças de roupas e confeccionadas 5 mil máscaras para ajudar a conter o contágio da doença.

Em Porto Ferreira, o Banco Sicoob se uniu também a nós ao providenciar alimentos num momento muito difícil.

Mas o trabalho da igreja não foi somente o social. Ela orou com autoridades, orou pelas cidades e se envolveu na missão! A igreja sabe que sem missão o trabalho não é completo. Mesmo um pouco assustada, ela entendeu que não poderia parar. E graças ao Senhor ela não mediu esforços com os missionários voluntárias ao batizar pessoas e expandir o Reino Deus.

Avante igreja! O ano findará e novas águas virão. Para 2021, Deus quer continuar ATRAVÉS de NÓS a fazer muito mais… Temos sonho de uma sede social da ASA para fazermos muito mais pelas pessoas.

Na Comunhão, Vamos dobrar de 100 para 200 estudos diários da Lição da Escola Sabatina; No Relacionamento, Criar um movimento de discipulado e dobrar de 25 instrutores bíblicos, para 50; e na Missão, pelo poder do Espírito Santo, alcançaremos 50 novos discípulos. Deus quer uma igreja viva e especialmente uma juventude mais ativa.

Louvado seja a Deus pelas 22 vidas deste ano! Porém, Ele quer salvar o mundo.

Avante igreja! Você é o anjo do evangelho eterno que precisa pregar a cada tribo, e língua e povo, para que o vírus do pecado desapareça e um NOVO TEMPO possa nascer.

Avante igreja! É ATRAVÉS de VOCÊ que as pessoas ouvirão do Salvador.

* Uma colaboração da Equipe de Mídia da Igreja Central de Pirassununga

ARTIGOS ESPECIAIS -:)