tempo de oportunidades

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sexta-feira, julho 10, 2020

A missão não pode quarentenar

Por Célio Barcellos
Na manhã da última quinta-feria (09/07), o grupo de pastores da Associação Paulista Central (APaC) se reuniu no Centro de Treinamentos em Analândia para a continuidade da pregação do evangelho no segundo semestre. Respeitando os protocolos de segurança em função do Covid-19, o grupo recebeu da Administração uma injeção de ânimo para o trabalho nesse tempo de crise.
Desde o início da pandemia, a administração decidiu que todos os departamentos estariam canalizados em três frentes: 
  1. Atendimento prioritário aos membros
  2. Fortalecimento da fé
  3. Ações em prol da comunidade, envolvendo solidariedade e missão.
Com os milagres efetuados pelo Céu, até o mês de julho, foram mil pessoas batizadas no território da APaC. Na dependência do Espírito Santo e utilizando as melhores ferramentas para gerir uma Instituição, a administração da APaC tem se mostrado visionária e antenada com os novos tempos. O investimento em pastores, obreiros e na capacitação da igreja, resulta em grandes êxitos.
Essa jovem da foto, próxima aos pastores Paulo Bif e Gabriel Guimarães foi batizada juntamente com toda família durante a pandemia. Evangelismo virtual e mais cuidados resultam em bençãos.
A APaC tem demonstrado a capacidade de se antecipar às crises e se adaptar às suas exigências. O pastor geral do Campo (Erlo Braun) é um sonhador, comprometido com a Palavra de Deus e com a expansão do reino. Possui um faro missionário e utiliza as melhores técnicas de liderança para consolidar a pregação. Sabe utilizar os recursos para o avanço da Obra e para o crescimento das pessoas. 
Creio que neste quesito, a APaC deveria ser um laboratório para os Campos de todo o Brasil gerir melhor os recursos do Senhor e como sobreviver em tempos de pandemia. Além de crescimentos sólidos no evangelismo e área financeira, a Educação Adventista tem se saído muito bem e com planos de expansão de escola em meio à crise. Enquanto muitas escolas seculares estão fechando as portas, a Educação na APaC tem sido abençoada por Deus. Louvado seja o nome do Senhor!
Escola de Liderança: Essa foto é anterior à pandemia. Atualmente, todas as aulas ocorrem de form online
Somos uma igreja e jamais devemos perder esse princípio. No entanto, ao olhar para Instituições religiosas muito mais antigas do que a IASD e vê-las estacionadas e quase desaparecendo, mostra que a igreja além de jejum e oração, precisa se preparar para os novos tempos. Esse preparo envolve treinamentos missionários, investimento maciço em  qualificação de pessoas para a expansão do reino e compreender a linguagem do tempo atual. E neste quesito, a Escola de Liderança em parceria com a Andrews é uma benção. 
        Portanto, a Igreja na APaC sob a liderança dos Pastores Erlo Braun, Steverson Lenes e Jailton Borges, quer a cada dia contribuir com a expansão do reino priorizando a Palavra de Deus, buscando a dependência do Espírito Santo e ter um forte programa de missão envolvendo educação continuada para que pastores e membros estejam preparados para conduzir a igreja nos diversos desafios enfrentados pela mesma.
         Ah! No momento em que eu já havia concluído esse texto, recebi uma ligação. Ao atender, eis uma voz juvenil que se identificou como sendo Testemunha de Jeová e de forma bastante gentil se ofereceu para ler um texto. Educadamente perguntei o nome dela e ela me falou, elogiei a sua coragem e trabalho e em seguida ela leu Salmo 46:1.
           É o novo normal amigos! Que os jovens da igreja tenham a coragem dessa garota e se envolvam na pregação através dos recursos atuais. Creio que para esse tempo vocês foram chamados. E a APaC está de prontidão para dar o suporte e treinamento necessários para avançar o reino do Senhor. 
        Que Deus abençoe a todos! #APaCNÃOPARA

sábado, julho 04, 2020

O Éden será melhor


Por Célio Barcellos
Nos pôr do sois de minha infância, o anoitecer me assustava. A inquietude de minh’alma se acalmava em meu lar. Sob a luz da lamparina, os meus vovós queridos se punham a conversar. Éramos só nós três, com a companhia dos anjos é claro. A minha vovó contava estórias que me faziam viajar. O meu vovô, discorria os fatos do sertão de nossa terra.
Eram altos papos nos bancos de madeira, aos sons dos grilos, sapos e bacuraus. Com  a janela aberta para o norte, as estrelas pareciam baixar até nós. O espetáculo na escuridão e a segurança do meu lar, dissipavam o meu temor. Vovó, atenta como sempre, além de  contar estórias, trazia o meu jantar. Normalmente era peixe, que juntos, nos esbaldávamos em moqueca, fritos ou assados.
Lembrar de Itaúnas, me faz pensar no Éden. Naquela época, de inocência juvenil eu nem me dava conta do mundo cruel que conheço hoje. Em meio a tantos problemas no País, nas famílias e na igreja, lembrar de minha infância é retornar no tempo e resgatar valores que o mundo ao meu redor insiste em querer tirar de mim.

Naquela simples casa de estuque, de assoalho de madeira e com fogão à lenha,  desfrutei de uma infância simples e repleta de inocência. Até à morte da tia Ortiz, eu dormia na esteira. Em seguida, herdei a sua cama e tempos mais tarde, passei a dormir numa maior, doada pelo Sergino e a Elza, ele policial e ela professora. Elza era filha do Pernambuco, um Sr. que residia próximo a antiga Fazenda do Zé Albano.  
  Os meus avós eram a minha confiança e suporte contra o medo. Lembro-me que em certa noite acordei assustado com medo da escuridão. Parti em disparada para o quarto do casal. Dei um pulo no meio dos dois e eles se assustaram. Porém, ao  perceberem que eu estava com medo, não me recriminaram e nem me expulsaram, mas, me enclausuraram ao cobertor.
Apesar da noite me assustar, lembro-me dos momentos que passei com os meus saudosos avós. O nosso veículo de informação era um pequeno rádio, no qual ouvíamos a Voz do Brasil e diversas outras faixas naquele aparelho. Uma Rádio que nunca me esqueço era a Sociedade da Bahia com o seu jargão: “Sociedade… Salvador Bahia…”. A partir dela, sempre quis um dia conhecer Salvador.
Essa Rádio era tão marcante que certa feita apareceu em nossa casa uma soteropolitana (alguém natural de Salvador). Foi entre 1986 e 1987, por ocasião da primeira visita da Tia Maria a Itaúnas desde a sua ida para Belém. Além do primo Ronaldo, que na época tinha 17 anos, ela chegou com a Vera. Uma jovem de Salvador que queria conhecer o Espírito Santo. A minha Tia, sem conhecer a Vera, realizou o seu sonho na rodoviária. Dificilmente, alguém faria isso atualmente. 

Pois é… tenho boas recordações dos tempos de menino. Apesar da noite me assustar naqueles idos, ela também me lembra confiança. Além do relato acima, também havia um momento muito especial quando a vovó me solicitava para ler o livro Vida de Jesus da escritora Ellen G. White. Era um livro bem ilustrado que ela ganhou do Tio Izael. Hoje, compreendo tratar-se de uma das melhores biografias sobre a vida do nosso Salvador.
A despeito do livro, anos mais tarde, tornei-me um Colportor (alguém que vende literatura de casa em casa) e me deparei com o Vida de Jesus, livro que marcou a minha infância. O garotinho medroso que sonhava em conhecer Salvador, viajou de norte a sul do País divulgando literatura, deixando livros nas casas de muitas crianças semelhantes a ele. E atualmente, como pastor, leva esperança através do evangelho.
Como mencionei, falar da minha infância em Itaúnas é lembrar do Éden. O Éden eu nunca vi, mas sei que será infinitamente melhor do que Itaúnas, pois nele, não haverá pôr dos sois, medo e nem saudade de pessoas que amamos. Haja a vista, que a promessa de reencontro se concretizará, pois os mortos em Cristo ressuscitarão para viver como família a contar histórias lindas e infindáveis (1Ts 4:13-17).




terça-feira, junho 30, 2020

Gratidão por 28 anos como voluntário


Por Célio Barcellos
Ontem (29/06), por volta das 18:00 hs o irmão Antônio Carlos Madalena passou o bastão da tesouraria para o jovem Jonatas. Após 28 anos ininterruptos, o irmão Antônio Carlos com muita gratidão a Deus deixa o cargo que zelosamente se dedicou na igreja de Pirassununga. Na presença de representantes do setor de Tesouraria de Igrejas da Associação Paulista Central (APaC), ele encerra esse abençoado ciclo.
A APaC sente-se agradecida por tamanha dedicação a Deus e à sua obra. Como forma de gratidão, os representantes do setor de igrejas, carinhosamente escreveram uma carta, o presentearam e também foi gravada uma mensagem em vídeo. Numa época em que por qualquer motivo se aciona justiça por direitos, o Antônio Carlos é um exemplo de serviço abnegado e totalmente voluntário.

Somente o Céu retribuirá ao irmão Antônio Carlos tamanha dedicação. Na verdade, em suas palavras ele disse o seguinte: “Eu tinha 38 anos quando me escolheram para o cargo, mas eu estava recusando por medo e incapacidade. No entanto, a irmã Angélica sussurrou em meus ouvidos dizendo que aquele que faz o serviço da tesouraria honestamente e com dedicação, Deus abençoa de forma exponencial. E aquelas palavras se cumpriram como uma profecia”. 

Como pastor, estou triste por saber que além de não ser mais tesoureiro, o Antônio Carlos não seguirá em Pirassununga. Pois além de ser um zeloso membro, também é um exímio missionário, juntamente com a sua esposa Yoneco. Porém, também estou contente por saber que o Antônio Carlos está com um novo projeto daquilo que ele acredita. 
Confesso que tivemos nossas diferenças, mas em nenhum momento perdi a admiração e respeito à sua pessoa. Desde que cheguei a Pirassununga, me recepcionou muito bem e sempre me respeitou. Apesar das suas convicções, não deixou de congregar, colaborar com o pastorado, de ser missionário e de manter fielmente a tesouraria em dia. Tudo o que pensamos em projetos sociais e de missão, nunca dificultou liberação de recursos. 

Portanto, que Deus abençoe e cuide do Antônio Carlos e da Yoneco por onde andarem. Fica a gratidão pastoral e de toda Comunidade Central de Pirassununga por seus relevantes serviços prestados ao Senhor e à comunidade. Além do seu zelo pela igreja, Antônio Carlos era o campeão de Recolta todos os anos. Em nome da Ação Solidária Adventista, agradecemos os seus esforços pelo próximo.

Assim, fica o texto predileto do irmão Antônio Carlos: “Já fui jovem e agora sou velho, mas nunca vi o justo desamparado, nem a sua descendência mendigando o pão (Salmo 37:25).” Que o jovem Jow, faça com esmero o que o Antônio Carlos fez nestes 28 anos à frente desse departamento tão importante. E que as bençãos do Céu atinjam a sua vida à semelhança, do seu antecessor. 

Que Deus abençoe vocês irmãos Antônio Carlos e Yoneco! A Igreja de Pirassununga e a APaC são gratos por tudo o que fizeram em prol do evangelho. 

segunda-feira, junho 29, 2020

O papai voltou

Por Célio Barcellos
O vídeo mostrando o reencontro do pequeno Luiz Filipe de 5 anos com o seu querido papai Filipe Augusto, viralizou nas redes sociais e emocionou a todos. Tamanha repercução gerou destaque até no Fantástico (leia aqui), ao mencionar o fato do Filipe Augusto (pai), ter se submetido a um procedimento cirúrgico e em seguida ficar cerca de um mês isolado da família em função da infecção pelo Covid-19.
Ao observar aquela cena, não tive como não pensar em meus filhos e me lembrar das muitas vezes em que me ausentei por dias fora de casa em busca do pão e da sobrevivência da família. Fiquei a imaginar quantos filhinhos de marinheiros, caminhoneiros, autônomos e de tantos outros profissionais que se alegram como o pequeno Filipe ao rever o seu papai.

Também não tive como não pensar nas cenas de tristezas por reencontros que não mais acontecerão em virtude da morte. Infelizmente, vivemos em um mundo contaminado pelo pecado. E de acordo com as Escrituras, esse mal gerou doenças, tristezas e mortes (Gênesis 3:1-24). A dor e choro da separação, tem origem diretamente  nesse mal. 
Particularmente, convivo em muitos ambientes de alegria e de tristeza. Alegria, quando alguém compartilha de suas vitórias através das orações respondidas por ocasião de realizações pessoais, livramentos e cura de enfermidade. No que se refere à tristeza, a parte mais dolorosa é por ocasião de velório. Principalmente, quando é algo repentino. Ali, percebo o tamanho da fragilidade humana. 
Em meio a agonia do pequeno Luiz Filipe pela ansia de ver o pai, eis que surgem abraços e beijos com o reecontro. E nas falas carinhosas e repletas de pureza e de saudade, surge a frase: “o papai voltou!”. Realmente não tem como não se emocionar por tamanha alegria e também de não pensar nas milhares de crianças e adultos que não puderam reencontrar os seus entes infectados e mortos pelo vírus cruel.
Em minhas reflexões e contexto de fé, não vejo outra solução para o ser humano a não ser a rendição do mesmo ao Grande Deus. As boas novas do evangelho, pacientemente aguardam as decisões de homens e mulheres endurecidos em seus mundos e que insistem que a solução para os seu problemas virá da política e dos extremos de uma sociedade contaminada por ideologias e pelo pecado. 
Sabe! O livro de Daniel, especialmente no capítulo 2, traça o escopo final das coisas. O texto mostra claramente que os reinos e poderosos passarão e não resolverão o problema, pois o egoísmo é fruto do pecado e os seus corações estão repletos disso. E sem contar, que nenhum ser humano possui controle sobre doenças e a morte. Definitivamente somos frágeis!
Portanto, a frase do pequeno Luiz ao se referir ao encontro com o seu papai, deve ser a frase latente em nosso ser aguardando Jesus Voltar. Devemos sentir a saudade de Jesus como a que esse garotinho sentia do seu papai. As muitas tribulações, angustias e sofrimentos nesta terra, devem motivar-nos a nos agarramos ao Senhor, nos comprometermos com a pregação para que cada ser humano receba o evangelho e finalmente possamos dizer: O Papai Voltou! Volte logo Jesus!

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