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Júlia e as Rosas perdidas

  Por Célio Barcellos Há uma singela história em latim sobre uma menina chamada Júlia, nascida na Bretanha, que vivia perto da orla do mar.  Além de amar profundamente aquele cenário de ondas e ventos, Júlia adorava os marinheiros — e se enchia de alegria saltitante ao brincar com suas filhas na praia. Júlia era pobre, morava numa casinha humilde, mas tratava a todos com delicadeza e respeito. Filha de um agricultor, cercada por flores que brotavam ao redor de sua casa, ela as cultivava com carinho e as distribuía, como pequenos presentes, às pessoas que amava. Nos meus momentos de folga, resolvi estudar latim. Em pouco tempo, já consigo ler alguns textos na língua original, traduzi-los e interpretá-los para o português. A história de Júlia é uma delas e em breve, quero estar lendo os evangelhos.  Diante desse vernáculo que moldou o Ocidente por quase dois milênios, pergunto-me: quantas histórias foram contadas ao longo dos séculos?  Histórias luminosas e sombrias; a...

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