Isaias 53 num mundo de atores
Por Célio Barcellos Num mundo em que a performance é exigida de forma contínua e beira a idolatria, talvez o servo sofredor de Isaías 53 não encontrasse espaço nas corporações — e, em muitos casos, nem mesmo na igreja de hoje. Por carregar mais os traços da Galileia do que o judaísmo de sangue puro da Judeia, Jesus foi alvo de preconceito, bullying, rejeição e violência, até que tudo culminasse em Sua morte. Qual seria a nossa reação se víssemos aquele galileu vindo em nossa direção, sem a pompa postural exigida para sustentar status e autoridade? Não leia essa pergunta como condenação de quem se veste bem, nem como endosso do estilo de vida mendicante, como se o Eterno Deus o estabelecesse como padrão para alcançar o Reino. O que tornava Jesus de Nazaré tão singular — capaz de atrair multidões que O amavam e de provocar ódio em outra parcela da sociedade — não eram os fatores externos, mas a Sua autoridade ética, moral e espiritual. O servo sofredor era alguém bem resolvido...





