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Vida que eleva

  Por Célio Barcellos Há muito tempo atrás, uma mulher da cidade de Tiatira, na Ásia Menor — o que hoje corresponde à Turquia —, rendeu-se ao evangelho.  Seu nome era Lídia, uma vendedora de púrpura, de elevado padrão social, que se encontrava em Filipos negociando seus produtos. O caminho daquela mulher cruzou-se com a missão do apóstolo Paulo. Na bifurcação da Via Egnácia, ele seguiu rumo a Trôade, Samotrácia e às cidades da Macedônia. Ali, à beira de um rio em Filipos, sem igreja, sem bancos, sem ar-condicionado, sem nenhum dos confortos que nossa geração tanto exige... Sim, literalmente à beira de um rio.  Aquela mulher rica e bem-sucedida aproximou-se para ouvir um homem baixinho, sem beleza aparente, mas profundamente convicto e catedrático na Palavra, falando a um pequeno grupo de mulheres. E foi ali, na simplicidade das margens daquele rio, que Lídia, da alta sociedade do primeiro século, rendeu-se ao mais elevado chamado que um ser humano pode receber: tornar-se ...

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