Fidelidade não se explica
Por Célio Barcellos Era domingo, 25 de outubro — dia de segundo turno das eleições. Por volta das 19h15, numa noite de chuva fina, cheguei à igreja do Parque Florianópolis. Só havia duas pessoas: o sonoplasta (Amarildo) e o filho dele (Miguel). O pequeno Miguel teve a gentileza de pegar o guarda-chuvas, atravessar a rua e me proteger. Entrei, ajoelhei-me e orei. Enquanto orava, o pensamento insistia: será que alguém mais virá? Da segunda fileira, evitei olhar para trás. De repente, alguém bateu no meu ombro. Era o irmão Roberto Ponce, vice-tesoureiro, trazendo um cofre em formato de Kombi. Todo alegre, mostrou o valor e mencionou o nome da irmã Maria. Ao ouvir aquele nome, meu coração se alegrou. A irmã Maria quase nunca falta aos cultos. Naquele dia, porém, não pôde estar presente. Mesmo assim, enviou a oferta pelas mãos do irmão Ponce: R$ 200,85 em moedas, uma oferta de gratidão. Ela é esposa do ancião Alfredo Gaspar. São naturais do Maranhão e chegaram ...






