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A rendição do inexorável

Por Célio Barcellos Recentemente estive na Coreia do Sul e, desde então, tenho refletido sobre as dimensões da missão — em especial sobre o modo como Deus fará para romper as cortinas de ferro que ainda resistem em países de regimes fechados, como a Coreia do Norte. Uma frase do Pr. Edgar Luz não me sai da mente: “Eu acredito que há uma igreja silenciosa do outro lado.” Foi então que a resposta à minha inquietação começou a se formar nesta manhã de sexta-feira (25/09) no Brasil, enquanto, do outro lado do mundo, a Coreia seguia o seu próprio ritmo de tempo.  O ponto de partida dessa elucidação veio de Moshe Grylak, em seu livro Reflexões sobre a Torá.  A descrição que esse intelectual judeu belga faz da sarça ardente — quando Moisés se aproxima do Monte Horebe — é esplêndida.  Segundo Grylak, a mente de Moisés estava num turbilhão de imagens que o atormentavam. Os ecos do sofrimento do povo o incomodavam.  Ao se interrogar diante da sarça, ele “percebeu, mesmo que de...

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