Burke, os evangélicos e o conservadorismo
Por Célio Barcellos A sentença “ ... não, eles não têm que votar. Eles têm que ficar pastando junto com o pastor. Deveria ser proibido evangélico votar. Evangélico tem que estar no culto, eles são falsos conservadores. Não leram Peter Burker e nem sabem o que o conservadorismo significa ” faz parte de um discurso recente de Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, em seu canal no YouTube. No calor do momento, Peninha parece confundir Edmund Burke (1729–1797) com “Peter Burker”. Burke é amplamente reconhecido como o pai do conservadorismo moderno, especialmente em sua obra Reflexões sobre a Revolução na França (1790). Se estivesse vivo hoje, ele provavelmente criticaria tanto as abordagens radicais de esquerda — que buscam mudanças abruptas, desrespeitam tradições e recorrem à censura ou à violência — quanto qualquer tentativa evangélica de impor uma sociedade teocrática, que poderia gerar perseguições semelhantes às de regimes totalitários. Burke defendia uma visão dis...



