Madrugada com Mamãe
Por Célio Barcellos Neste momento escuro da madrugada, enquanto o sol se prepara para varrer o breu e despertar a vida, decidi escrever sobre as mães. Minha mamãe me veio ao pensamento. Glorifico a Deus pela existência dela, que já se aproxima dos 90 anos. Ainda pela manhã, pegarei o telefone para felicitá-la e conversar um pouco. Contudo, sei que, pela finitude da vida, muita gente se levantará hoje com os olhos marejados e o coração pesado de saudade, sem poder mais abraçar, beijar ou dizer à mamãe o quanto a ama. Enquanto escrevo estas linhas na madrugada silenciosa, um trecho do poema “Meus Oito Anos”, de Casimiro de Abreu, surge em minha memória e aprofunda a nostalgia da infância: Oh! dias da minha infância! Oh! meu céu de primavera! Que doce a vida não era Nessa risonha manhã... Em vez das mágoas de agora, Eu tinha nessas delícias De minha mãe as carícias E beijos de minha irmã. Confesso que, no período descrito pelo poema, eu não tive a presença constante de m...




