Araceli, a irmãzinha do coração
Por Célio Barcellos Na tarde desta quinta-feira, enquanto me preparava para visitar pessoas enfermas, dei uma olhada no Instagram e deparei-me com o perfil @historia.capixaba, de Emanuel Nunes. A notícia chocante anunciava um corpo encontrado sem a cabeça em Meaípe, Guarapari-ES. A provável vítima: Dante Brito Michelini, de 76 anos, um dos investigados — e depois absolvido — no caso da morte de Araceli Crespo. Pense no crime bárbaro que, desde 18 de maio de 1973, assombra a alma capixaba e ecoa pelo Brasil inteiro. Quase nenhum espírito-santense nascido depois daquela data deixou de ouvir falar da pequena Araceli — uma ferida aberta na memória coletiva. Como jornalista, talvez até o fim da vida eu consiga, à semelhança de Truman Capote em A Sangue Frio, escrever um romance-reportagem sobre esse horror que se transformou em comoção nacional. O filósofo judeu Filo definia o ato de tirar uma vida como sacrilégio. Foi exatamente isso que os algozes de Araceli cometer...




