A peregrina que descansou na esperança
Por Célio Barcellos O poeta Augusto dos Anjos, mestre dos versos sombrios sobre a morte e o sofrimento, confessou em Psicologia de um Vencido que o ambiente fúnebre o deixava “profundissimamente hipocondríaco”. E quem de nós não se sente assim — ansioso, transtornado, quase esmagado — diante da morte de um ente querido? Cícero, o grande orador romano, já observava com sabedoria: “Quem há, pois, que não chore a morte dos seus, em primeiro lugar pelo fato de que os considere privados dos benefícios da vida?” Por mais firme que seja a nossa esperança na segunda vinda de Cristo, a morte ainda nos fere profundamente. Porque a vida não é um detalhe passageiro: é dom sagrado recebido das mãos do próprio Deus, o privilégio sublime de existir, amar e ser amado. Na madrugada deste domingo recebi a triste notícia do falecimento da irmã Rita Rodrigues Peres, mãe do Pr. Moisés Peres, atualmente na igreja Central de Ipatinga-MG. Amava a Bíblia e mesmo com alzheimer era capaz ...




