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O Brasil joga no sábado, e agora?

Por Célio Barcellos Para responder a essa pergunta, além da própria Escritura Sagrada, há uma preciosidade chamada Guia dos Perplexos, de Maimônides, um dos maiores intelectuais judeus do período medieval.  Embora não defendesse o entendimento ortodoxo do judaísmo, ele desenvolveu uma interpretação da Torá numa perspectiva filosófica aristotélica e destacou duas verdades fundamentais sobre a guarda do sábado: 1. O estabelecimento da “opinião verdadeira sobre a Criação do Universo, que conduz ao reconhecimento da existência de Deus numa primeira abordagem e provoca reflexão”.  Aqui ele se baseia em Êxodo 20:8-11, reafirmando que o fato de o Eterno Deus ter criado o Universo já é testemunho suficiente para a guarda do sábado, uma vez que Ele descansou, abençoou e santificou esse dia.  2. A lembrança “da bondade de Deus, que nos outorgou o repouso no lugar das ‘cargas do Egito’ (Êxodo 6:6,7), o que é um tipo de benevolência que envolve uma opinião investigativa verdadeira e...

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