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O que a epigrafia judaico-grega na Antiguidade revela sobre liberdade religiosa?

Por Célio Barcellos Neste sábado (23), em que a pregação adventista nas igrejas enfatiza a liberdade religiosa — pois defender o direito de as pessoas cultuarem é defender a própria liberdade —, aproveitei o momento de convalescença, em que não pude ir à igreja, para refletir sobre o tema e contribuir, ainda que modestamente, para sua elucidação. Em uma das aulas sobre cristianismo primitivo na Yale University (plataforma Coursera), aprendi que na cidade de Dura-Europos, localizada na antiga Síria, às margens do Eufrates, soldados, civis, gregos, romanos, palmirenos, judeus, cristãos e adoradores pagãos conviviam em relativa unidade no início do século III d.C. Eles compartilhavam espaços, força de trabalho e interagiam de forma pacífica.  Segundo os professores Bruce Gordon e Lisa Bailey, havia certa semelhança entre os grupos religiosos no que se refere à arquitetura e ao design dos templos.  Em Dura-Europos existiam a sinagoga, onde os judeus praticavam suas crenças e cele...

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