Ato solene pela liberdade


Por Célio Barcellos 

Na noite desta segunda-feira (28), a Assembléia Legislativa de São Paulo (ALESP) teve a oportunidade de receber no Auditório Teotônio Vilela, líderes e defensores da liberdade religiosa para celebrar o aniversário de um ano da Lei 17.346/21, de autoria da deputada Damaris Moura, que trata da liberdade religiosa para todo o Estado de São Paulo. 

A autora do projeto e proponente do Ato Solene, Dra Damaris Moura é uma grande defensora da liberdade religiosa, bem como de tantas outras boas iniciativas para o cidadão. Em uma de suas falas, durante o Ato Solene ela disse o seguinte: “É fácil e simples respeitarmos e convivermos com quem pensa igual a nós. O desafio é respeitar e conviver com quem pensa diferente”. 

Pr. Natanael de Jesus, defensor de liberdade religiosa na APaC com o Sheik  Muhammad  Al  Bukai da Mesquita Brasil 
 
No atual contexto político mundial em que o convívio social e familiar ficou um tanto fragilizado em função de ideologias opostas, ver momentos como esse Ato Solene, sem dúvidas, mostra que a religião, tem parte fundamental para o bom convívio entre os povos. 
Pr. Jimmy Cardoso, Líder de Liberdade Religiosa da APaC em momento de interação  na ALESP

Em meio a uma insegurança jurídica no país, presenciamos durante a pandemia o Estado ferindo liberdades individuais e até mesmo o livre pensamento do cidadão, quando ministros de cultos tiveram celebrações presenciais e virtuais interrompidas em nome de um zelo social que afetou liberdades. Até mesmo jornalistas, foram perseguidos e censurados. 

Claro, que, ao olharmos para o passado recente, veremos atrocidades em nome da religião como no exemplo do Estado Islâmico, assombrando o Oriente com o seu califado em nome de Alá. Também, ao esticarmos o olhar para um passado mais distante veremos atrocidades no contexto da Região Ibérica, quando judeus foram forçados a se tornarem cristãos. 

Infelizmente, no que se refere a abuso religioso, ele existe e provavelmente há uma culpa no cartório para todo seguimento religioso, instituições educacionais e trabalhistas, mesmo que a ação parta de maneira isolada. A pessoa religiosa ou não, pode até não concordar com a diversidade de pensamento, mas ao olhar para o desenvolvimento do pensamento ocidental, ela tem a obrigatoriedade da tolerância. De acordo com Samuel Gregg, não dá para imaginar o Ocidente sem o legado judaico-cristão. 
Representantes do primeiro MBA em Liberdade Religiosa no Brasil - UNASP/HT

No Ato Solene em comemoração a Lei estadual 17.346/21,  rabinos, sacerdotes, padres, sheiks, líderes de religiões de matrizes africanas e tantos outros discursarem em prol da liberdade. A fala (via Zoom) do Pr. Odailson Fonseca, responsável pela IRLA (Associação Internacional de Liberdade Religiosa) para o Estado de São Paulo fechou o evento com o seguinte pensamento: “Num estado, terra de todos, com mais de 40 milhões de pessoas, Damaris Moura faz da lei um legado e da liberdade religiosa, liberdade para todos. Uma lei como essa nos faz quebrar espelhos e abrir janelas”. 
Pastores da APaC são homenageados como promotores da liberdade religiosa

Caro leitor, se porventura, você tem alguma dificuldade em  abrir as janelas da liberdade, quebre o espelho da intolerância e procure conviver com todos. Seja no espectro político ou religioso, conviva com as pessoas. Afinal, elas estão nas praças, nos shoppings, na internet, nas faculdades, nas empresas etc. Em todos esses lugares, poderemos nos juntar a elas e mesmo não concordando com a sua cosmovisão,  temos a oportunidade de criar diálogos de tolerância, respeito e amor.  

Parabéns ao Estado de São Paulo por se antecipar no mundo em prol da liberdade religiosa de seus cidadãos!

Viva a liberdade! 




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