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segunda-feira, fevereiro 26, 2018

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Colportor Incansável




Por Célio Barcellos


Hoje (26/02/), por volta das 7:00, através do Pr. Fábio Oliveira recebi a triste notícia do falecimento do amigo Maurilio Sodré de Assis. Esse cidadão era um cara gente boa. Trabalhador incansável. A despeito de sua deficiência, em nada perdia para alguém. Devido a paralisia infantil, teve as pernas afetadas, o que fazia com que precisasse inclinar a coluna. Mas jogava bola, dirigia e tantas outras peripécias. 
Era o ano de 1996, quando o vi pela primeira vez. Na ocasião, eu havia chegado de São Paulo e fui me integrar a uma Campanha de Colportagem na cidade de Nova Venécia-ES, liderada pelo Maurílio. Esse camarada foi o meu segundo líder na Colportagem. Confesso! Aprendi muito com ele. Eu sempre o admirei. Imagino que outros jovens que atualmente servem a igreja, tenham trabalhado com esse homem de Deus.
Não era um líder preguiçoso. Pelo contrário, incansavelmente saia com o Colportor para que o mesmo alcançasse os resultados. Ele amava a obra de publicações. Foi Colportor licenciado, credenciado e também assistente. Foi ganhador de vários prêmios no mês máximo. Colportou com vários valentes, tais como: Ademar Jacobs, Avelino, José Carlos dos Santos, Nilson e tantos outros. 

No desafio semanal, à época, ganhei essa camisa.

Particularmente, tenho uma camisa que ganhei do Maurílio há 20 anos. Na ocasião fui o campeão em vendas e por isso o presente. Ela está bem surrada, mas de vez em quando ainda faço uso da mesma. Quando nos encontrávamos, o tratamento era Bití. Um personagem pescador por nome Zé Biití que ele gostava de contar, quando estávamos de prosa na Campanha.
Além de Colportor, o Maurílio também era Mestre de Obras. Participou ativamente da construção da Terceira Ponte, que faz ligação entre as cidades de Vitória e Vila Velha. Na realidade, ele saiu da construção civil para ingressar na Colportagem. À época em que tive a oportunidade de trabalhar com ele, o diretor de publicações era o Pr. José Calixto, atualmente distrital na Associação Sul Espírito Santense. 
Quando eu trabalhava em Montanha, recebi o Maurilio e seu filho Emanuel em minha casa. Ele estava batalhando para o filho cursar teologia. Me ajudaram num evangelismo em Pinheiros, onde fundamos a igreja do Santo Antonio, hoje Vila Verde. Maurilio era casado e deixa dois filhos e uma filha. Ambos formados. Imagino que com grande orgulho, ter formado o pastor Emanuel Assis. 
Pois é… a vida tem dessas coisas. Infelizmente a morte continua a ceifar a vida de pessoas que gostamos. Não foi diferente com o Maurilio e também não será com os que ainda estão vivo. Enquanto existir o pecado, a morte ainda existirá. No entanto, chegará o dia em que a morte terá o seu fim (Ap 21:1-4).
O Maurilio estava distante de casa quando sofreu um ataque fulminante no coração. Na realidade, já aposentado, porém com o coração na obra, aceitou o desafio de construir algumas obras para Igreja. Por ocasião de sua morte, ele estava trabalhando na construção de um refeitório para a Missão Mineira Norte, na cidade de Montes Claros. Apesar de não estar mais colportando, literalmente morreu com o coração na Obra. Valeu Bití! Até a Vinda de Jesus! (1Tss 4:13-16).

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