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sexta-feira, setembro 25, 2020

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Invista na herança eterna


Por Célio Barcellos

 Na última quarta-feira (23), na cidade de Campinas/SP por ocasião do Concílio pastoral da Associação Paulista Central (APaC), o Pr. Alexandre Souza, departamental do Ministério Pessoal e Escola Sabatina (MPES) relatou emocionado o legado espiritual deixado por seu pai, Antônio Ferreira de Souza, falecido em 20 de agosto do corrente ano. O irmão Antônio foi um exímio cristão e um gigante na pregação do evangelho. Talvez até o tenha conhecido, pois na época em que eu era estudante fiquei uns dias na casa da irmã Nair Souza, pessoa que desenvolvia um excelente trabalho missionário com ele. 


Natural da cidade de Campo Belo-MG, o irmão Antônio radicou-se na cidade de Ceres/Go há muitos anos. De origem protestante, Antônio Ferreira aceitou a mensagem adventista no ano de 1975 em um evangelismo da Voz da Profecia na cidade de Ceres. Fez parte do primeiro batismo da igreja que surgia na localidade. O evangelista foi nada menos do que o saudoso Pr. Roberto Rabello acompanhado do Quarteto Arautos do Rei.

O irmão Antônio era casado com Terezinha Pereira de Souza e juntos tiveram dois filhos: Arlene Pereira de Souza e o Pr. Alexandre Ferreira de Souza. Como fiel adventista, desempenhou diversas funções de liderança. Foi ancião por vários anos; professor da Escola Sabatina; diretor do ministério pessoal; da música; coordenador de pequenos grupos; além de co-fundador do Clube de Desbravadores Uirapuru de Ceres. 

Ele era um homem apaixonado por Jesus Cristo e por Sua missão. Conduziu mais de 100 pessoas ao batismo. Trabalhou a tempo e fora de tempo em prol da missão. Nas palavras do seu filho, Alexandre, o maior tesouro deixado por seu pai, foi o legado espiritual. Ao citar 2Cor 4:7 mencionando uma herança que o seu pai tinha por direito, mas nunca usufruiu, o Pr. Alexandre relatou com orgulho o legado espiritual como mais importante do que qualquer riqueza. 

Orando com o neto Alexandre Silva de Souza

Nas palavras do nosso amigo Alexandre, ao falar do texto acima em que o cristão não deve confundir recipiente com conteúdo, ele menciona que o seu querido papai “era um frágil vaso que tinha muito valor”. O seu pai tinha o hábito diário de realizar o culto com a família. Porém, no 20 de agosto, a sua irmã Arlene notando a falta dele para o culto e foi verificar o motivo do não comparecimento. E, ao presenciar a cena, retornou até à sua mamãe e disse: “Mãe, hoje não tem o culto com o papai”. 

Sabe, a grande herança de uma família cristã deve ser sempre o Céu. Tesouros e realizações passarão. Não que isso não seja importante no contexto de mundo que vivemos. Mas, não é a prioridade para entrar no reino dos Céu. O irmão Antônio investiu no lugar certo. Ele sabia que dia menos dia a sua vida cessaria. No entanto, a firme convicção do reino não permitiu que ele fixasse a sua mente no que é temporal. Partiu sem nunca ter recebido a herança terrena a que tinha direito, mas descansou na certeza da herança celestial, e isso é o que importa. 

E você, qual a herança que bate mais forte em seu peito? Invista no que é eterno, pois o passageiro já sabemos qual é o seu fim. 

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