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sábado, setembro 19, 2020

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Decreto dominical - uma reflexão pastoral

 


Por Célio Barcellos

        Após grandes manifestações violentas e diversos ataques às suas instituições, os Estados Unidos da América (EUA) decidem romper com os dois pilares que sustentavam a Nação como um lugar livre e para todos. O republicanismo e a liberdade religiosa são revogados e em seus lugares surge um decreto monocrático e de ordem global para tentar acalmar os ânimos das pessoas. 

Com a constante ameaça de perder a hegemonia de nação mais poderosa do mundo, eis que os EUA decidem mostrar as suas “garras" e de forma assustadora se revela como poder mundial. Desde a pandemia por ocasião da covid-19 em que o mundo praticamente parou, os EUA utilizando o argumento do "bem comum” para todos, passam a controlar as pessoas por imposição. 

Homens e mulheres que denunciavam os desmandos que colocavam a América e o mundo em perigos ficam assombrados com tamanho ato inimaginável. Na mente dessas pessoas e de tantas outras espalhadas pelo planeta, ocorre um conflito enorme que somente é acalmado quando a Terra recebe a iluminação vinda do Céu acerca dos acontecimentos. Todos precisarão decidir entre o bem e mal e entre o certo e errado. Não há escapatória! 

O governo americano decide agir rápido colocando imediatamente em vigor a lei dominical. É uma lei de ordem global em que todos devem obedecer. Quem diria que a maior democracia do Ocidente seria capaz de tamanha ousadia! Neste momento, os países capitalistas se juntam aos EUA e os países governados por monarquias, teocracias e também os de viés socialistas e comunistas, percebem que ou se unem neste objetivo, ou os prejuízos serão enormes. Governos que não respeitavam os direitos humanos e forçavam os seus cidadãos a horas de trabalho sem um repouso semanal, serão obrigados a aderir ao decreto. 

Não tem escapatória! Todos estão sendo observados. Os próprios equipamentos tecnológicos e de vigilâncias se voltam contra eles mesmos. Transgredir o domingo passa a ser uma falta grave e mortal. Desrespeitar o decreto será visto como falta de comprometimento com o próximo, com o meio ambiente e com o bem-estar do mundo. É preciso a colaboração de todos para um mundo de paz e prosperidade. 

No contexto do decreto, os radares via satélite detectam um enorme êxodo urbano em direção às pequenas cidades. Havia também muita gente seguindo em direção aos campos e colinas. Aquilo chamou a atenção da vigilância internacional e imediatamente as autoridades iniciaram busca por informações para saber do que se tratava. Descobriram que eram os guardadores do sábado fugindo para não obedecerem ao decreto dominical. 

Neste momento, o que mais preocupava as autoridades é que muita gente cristã de diferentes ramificações; pessoas ateias e de grande influência na mídia e nos negócios; bem como judeus e tantos outras religiões segmentadas ou não, haviam se rendido à mensagem de Jesus Cristo como um todo e aderiram ao êxodo, quando perceberam que tanto na Bíblia quanto nos livros que há muito tempo estavam nas estantes, constavam sobre o mesmo. Os livros nas casas das pessoas são frutos do trabalho dos chamados colportores, espécie de Valdenses contemporâneos. 

Ao se espalhar as noticias de que havia esse enorme grupo de pessoas fugindo, os moradores das cidades ficaram possessos. Nesta hora, não se pensava mais em parentescos ou até mesmo em amizades. Eles estavam furiosos para denunciar os fugitivos às autoridades. Eles o faziam com os que ainda ficaram nas cidades, mas que se recusavam a observar o domingo. Muitos abandonaram a fé por tamanho infortúnio. Somente os que depositaram as suas vidas no sangue do Cordeiro é que prosseguiram a enfrentar todas as adversidades que sobrevieram a eles. 

Com medo de perder o controle, o poder mundial decide inserir um decreto de morte. Muitos dos que fugiam foram presos e mortos. No entanto, o Espírito Santo intensifica a obra da conversão e em determinado momento Ele Se retira do mundo. Porém, antes de cessar a Sua obra de convencer o mundo do pecado, Ele efetua o selamento em todo servo fiel.  Neste momento, nenhum servo do Senhor morre mais. Eles são selados pelo Espírito Santo e possuem a imagem de Cristo. 

Como guardadores do sábado compreendem que somente pela graça de Deus é que puderam suportar tamanha aflição. Apesar da forte angústia vivida, os verdadeiros adoradores não ousam dizer que venceram por eles mesmos, mas reconhecem os méritos de Cristo como sendo a fonte de toda vitória. Por um instante, eles ouvem uma voz do Céu anunciando o momento exato da Volta do Senhor. 

Em todos os cantos da Terra, desde o Oriente até o Ocidente, há um momento de choro e de alegria entre o povo de Deus ao compreender que a Salvação em Pessoa está retornando. Muitos fieis que estavam no pó ressuscitam um pouco antes da Volta de Jesus para fortalecer esses homens e mulheres angustiados. À semelhança do que aconteceu por ocasião da ressurreição de Jesus em que os sepulcros se abriram e os santos testemunharam pelas ruas de Jerusalém (Mt 27:52-54). 

O mundo está assustado e em fúria sofrendo os efeitos das sete últimas pragas. Além desses terríveis flagelos mandados pelo Céu, as pessoas que rejeitaram a Cristo e à Sua Lei, estão sob o dominado do diabo e tentam a qualquer custo destruir o povo de Deus. No entanto, os ímpios com toda a sua maldade tentam avançar contra os servos do Senhor e eis que um estrondo como nunca antes é ouvido de um canto a outro do Planeta e vozes angelicais ecoam uma linda melodia. Enquanto o Senhor está nas nuvens, os anjos descem numa velocidade a chamar da sepultura cada servo de Deus desde Adão. Eles saem do sepulcro e com os justos vivos são transformados e vão até o encontro do Senhor Jesus, o qual viajarão sem pressa para a eternidade (1Tessalonicenses 4:13-18 e 1 Coríntios 15:51-54). 

Enquanto isso, os ímpios desmaiarão de terror e morrerão todos com a glória de Deus. O diabo, o causador do mal, juntamente com os seus anjos, ficarão desolados em um mundo totalmente destruído. A sua maior angústia será o castigo em não ter ninguém para tentar. Ficará mil anos em uma terra desolada. Imagino que passará um filme na mente deste ser desde a sua existência no Céu como parte do exército de Deus. Ele verá como tudo era antes e como ficou por sua causa (Apocalipse 20:1-3). 

Findados os mil anos, o diabo, juntamente com os seus anjos serão libertos para verem a luz pela última vez. A luz vinda do Céu é a Nova Jerusalém, cidade do Deus eterno. Ela será estabelecida na terra. Mesmo após os mil anos desolado na terra, o diabo não mudou e sairá a enganar os que ressuscitaram para a segunda morte. Louvado seja o Senhor que todos eles serão destruídos! Nunca mais haverá maldade! A vida será para sempre e uma nova dimensão de mundo será criada (Apocalipse 20:7-10; 21:1-4).

Creia, Jesus virá em breve! Maranatha! 


Ob.: Esse texto é uma reflexão bíblica e dos escritos de Ellen White numa leitura contemporânea do autor. 

 


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