tempo de oportunidades

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segunda-feira, agosto 10, 2020

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Atletas barrenses - na rota do profissional

Foto: Kátia Silva

Por Célio Barcellos

 No último final de semana ao dar uma olhada no Facebook notei no perfil da Vânia Clarindo um texto de Cristiano do Cartório acerca do jovem Mateus Dias jogador do Atlético Mineiro. O texto expressava orgulho pelo atleta barrense, filho de Milton e Katia Silva. Como estou ausente há alguns anos do Município, não tenho lembrança desse jovem, mas, o Jú, que treina meninos carentes na cidade mencionou que ele é filho do Miltão do Banestes. Conheço demais o Miltão, irmão do Riva, também funcionário do Banestes!  Trabalhei muitos anos na Casa Lotérica e desenvolvi muita amizade. Além das muitas conquistadas no esporte. 

Imagino que pessoas como Alfredo, Almir Machado, Elson Vasconcelos, Cabrito, Paulo Passamani, Inácio Oliveira, Samuel Pedrosa, Sargento Pereira e tantos outros envolvidos com o esporte barrense, certamente devem estar comemorando muito, pois afinal, Conceição da Barra, apesar de celeiro de jogadores com enorme potencial profissional, viu os mesmos desistirem por falta de foco, por falta de apoio dos pais ou por saudade da "maresia" do lugar. Eis alguns nomes:


1. Isaias Novaes ( o Xenxem). Ponta direita nato, veloz como um raio e dominava a bola em velocidade como ninguém. Chegou a disputar o Campeonato Goiano pelo Rio Verde; pelo físico que tinha, se tivesse chegado ao qualquer outro grande Clube, sem dúvidas, brigaria por vaga na Seleção.

2. Cabeção - Jogava muito. Era um homem gol. Chegou ir para o Atlético Mineiro, mas veio embora com saudade de casa. O dirigente do Clube veio a Conceição da Barra levá-lo de volta, mas infelizmente, o Cabeção desistiu. Nas conversas do Clube, já era considerado o novo Reinaldo. Uma pena Cabeção! 

3. Altemar Pedruzzi (o Teminha). Centroavante rápido, também chegou a ir no Atlético e decidiu voltar para casa (a saudade da Marilza foi mais forte). Cheguei a jogar com o Teminha no Praiano, principalmente nos treinos por ocasião em que a equipe barrense representou o Município no profissional da Segunda Divisão Capixaba. À época eu estava no Juniores do Praiano. 

4. Ney (Inn Memorian). Meio Campo clássico, tinha tudo para seguir carreira, mas também não teve foco. Dessa turma das antigas, ainda tem Paulinho Cabral, meio campo clássico; Hércules de Oliver, meia atacante habilidoso. Esse, juntamente com o Teminha e o Ney, também cheguei a jogar junto no Praiano. E tinha o tal do Teinha, centroavante rápido. No auge do Sulamérica e Praiano, o esporte barrense era bem expressivo. 

5. Cláudio Serra (o Barrão). Era o típico centroavante fominha de bola. Jogamos um bom tempo juntos. Foi para o Bahia, mas também não ficou. Desperdiçou a  grande oportunidade da sua vida. Eu me lembro quando ele retornou do Bahia com chutes fortes e bem mais aplicado nos fundamentos. Quando eu estava migrando para São Paulo, encontrei o Cazuza (ex-técnico da Gazetinha) na rodoviária e troquei uma ideia e falei sobre o Barrão. O Cazuza estava aguardando o Barrão para a disputa do Campeonato Baiano pelo Teixeira de Freitas. Eu insisti com o Barrão, falando da grande oportunidade e ele não foi. Confesso que fico triste em ver amigos que poderiam estar muito bem através do esporte, ajudando suas famílias e realizando sonhos de muitos garotos. 

Foto: Inácio Oliveira - Timaço Juniores do Praiano, anos 90. Sou o goleiro da foto.


6. Fabiano Corrêa. Primo do Barrão e excelente goleiro. Mas era muito marrento. O Fabiano esteve junto com o primo no Bahia. Também chegou sagrar-se campeão juvenil pelo Atlético Mineiro. Como éramos da mesma faixa etária, rivalizávamos pela posição no gol. Sempre esteve à minha frente, tanto na altura, quanto no porte físico, bem como nas técnicas. Eu não tive as oportunidades que o Fabiano teve, se as tivesse, eu não teria desperdiçado. Naquele período que eu estava muito bem. Inclusive recebia treinamentos diários com o Alex Moura (o Mineirinho). Comprei uma revista do treinamento de goleiros do São Paulo e o Alex me ajudou muito. Foi um período em que me dediquei bastante e queria muito o sonho. Mas, eu não tinha preparo e nem me alimentava adequadamente como um atleta (Eis a grande responsabilidade de homens públicos no que se refere  ao suporte a jovens carentes). 

        7.  Claudemir (o Tiemi). O camisa 8 do nosso time. Habilidoso e fazedor de gols. Chegou a se profissionalizar pelo Colatina Futebol Clube e seguiu para São Paulo. Por questões de contusão, precisou desistir do futebol. Era driblador e um ser humano muito humilde. 

8. Os irmãos Levi e Leon, filhos da ex-vereadora Ziza. Chegaram a estar nas categorias de base do Flamengo. O Jean que chegou a sagrar-se centroavante no Rubro Negro carioca e também no Vasco da Gama, era banco do Leon. O Levi jogou fora do Brasil, mas acho que não se firmou. O Leon, rompeu os ligamentos do joelho, conheceu a Carla do Judalto e desistiu da bola. Esses dois quando eu jogava, ainda eram bem pequenos. Acho que torcia por nós na arquibancada. Rssss.

9. Kleber Monga. Confesso que fiquei surpreso quando certa feita cheguei na casa da dona Moreninha, vó do Monga e ouvi do Vauí  (seu tio), mencionar que ele estava na Europa. Fiquei muito feliz por saber que um barrense por fim estava jogando profissionalmente. Lembro-me do Kleber bem pequeno andando na Rua São Lucas com o seu irmão e o seu pai Naldinho. 

Foto: Kau Santos - Kayo, zagueiro do Porto/ES


10. Ítalo e Kayo Santos, gêmeos, filhos do Cau da Lealtex e da Girgleide Cruz. Não os vi jogar, mas me falaram bem dos garotos. Normalmente, quando vou a Conceição da Barra, me informo com os colegas da bola. O Ítalo é centroavante no Sub-17 do Criciúma, equipe da Primeira Divisão de Santa Catarina; o Kayo é zagueiro e atualmente defende o Porto de Vitória/ES. 

Pois bem, é possível que há na geração atual, muitos garotos bons de bola como na minha época. Avaliando as gerações, atualmente, é muito mais fácil conquistar esse sonho, do que em anos anteriores. O futebol ficou tão global, que as distâncias se encurtaram. Me lembro ainda na pequena Itaúnas quando eu assistia aos irmãos Maia brincarem com a pelota (falarei deles qualquer dia desses), que só em falar em Rio de Janeiro e Salvador dava até calafrios,  por estar distante da minha realidade. Infelizmente, colegas meus desperdiçaram as chances que tiveram. 

Foto: Kau Santos - Ítalo, centroavante do Criciúma  

Não gostaria que os atuais barrenses desperdiçassem as oportunidades! O propósito desse texto é recomendar ao Mateus Dias, aos gêmeos Ítalo e Kayo Santos não desistirem dos seus sonhos. Não permitam que nada tire o foco de vocês. Claro que antes de tudo devem estudar e possuirem um plano B. Conceição da Barra é nossa terra e amamos esse lugar. No entanto, conquistem os sonhos de vocês e assim visitarão a terrinha a hora que bem quiserem. Porém, não permitam a “maresia" do lugar e influência de amigos atrapalhar a caminhada de vocês. 

Fica aqui o meu abraço e os meus parabéns aos pais pelo apoio e também aos que acreditaram em seus filhos! Há sempre alguém que sonha conosco. Que Deus abençoe ao Mateus, ao Ítalo e ao Kayo! Que vocês estejam firmes no propósito! Tão logo a pandemia passe, queremos ver vocês representando bem o nosso Município. Sucesso profissional e excelente carreira para vocês!


       Abraço fraternal de um barrense ausente!


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