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segunda-feira, junho 29, 2020

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O papai voltou

Por Célio Barcellos
O vídeo mostrando o reencontro do pequeno Luiz Filipe de 5 anos com o seu querido papai Filipe Augusto, viralizou nas redes sociais e emocionou a todos. Tamanha repercução gerou destaque até no Fantástico (leia aqui), ao mencionar o fato do Filipe Augusto (pai), ter se submetido a um procedimento cirúrgico e em seguida ficar cerca de um mês isolado da família em função da infecção pelo Covid-19.
Ao observar aquela cena, não tive como não pensar em meus filhos e me lembrar das muitas vezes em que me ausentei por dias fora de casa em busca do pão e da sobrevivência da família. Fiquei a imaginar quantos filhinhos de marinheiros, caminhoneiros, autônomos e de tantos outros profissionais que se alegram como o pequeno Filipe ao rever o seu papai.

Também não tive como não pensar nas cenas de tristezas por reencontros que não mais acontecerão em virtude da morte. Infelizmente, vivemos em um mundo contaminado pelo pecado. E de acordo com as Escrituras, esse mal gerou doenças, tristezas e mortes (Gênesis 3:1-24). A dor e choro da separação, tem origem diretamente  nesse mal. 
Particularmente, convivo em muitos ambientes de alegria e de tristeza. Alegria, quando alguém compartilha de suas vitórias através das orações respondidas por ocasião de realizações pessoais, livramentos e cura de enfermidade. No que se refere à tristeza, a parte mais dolorosa é por ocasião de velório. Principalmente, quando é algo repentino. Ali, percebo o tamanho da fragilidade humana. 
Em meio a agonia do pequeno Luiz Filipe pela ansia de ver o pai, eis que surgem abraços e beijos com o reecontro. E nas falas carinhosas e repletas de pureza e de saudade, surge a frase: “o papai voltou!”. Realmente não tem como não se emocionar por tamanha alegria e também de não pensar nas milhares de crianças e adultos que não puderam reencontrar os seus entes infectados e mortos pelo vírus cruel.
Em minhas reflexões e contexto de fé, não vejo outra solução para o ser humano a não ser a rendição do mesmo ao Grande Deus. As boas novas do evangelho, pacientemente aguardam as decisões de homens e mulheres endurecidos em seus mundos e que insistem que a solução para os seu problemas virá da política e dos extremos de uma sociedade contaminada por ideologias e pelo pecado. 
Sabe! O livro de Daniel, especialmente no capítulo 2, traça o escopo final das coisas. O texto mostra claramente que os reinos e poderosos passarão e não resolverão o problema, pois o egoísmo é fruto do pecado e os seus corações estão repletos disso. E sem contar, que nenhum ser humano possui controle sobre doenças e a morte. Definitivamente somos frágeis!
Portanto, a frase do pequeno Luiz ao se referir ao encontro com o seu papai, deve ser a frase latente em nosso ser aguardando Jesus Voltar. Devemos sentir a saudade de Jesus como a que esse garotinho sentia do seu papai. As muitas tribulações, angustias e sofrimentos nesta terra, devem motivar-nos a nos agarramos ao Senhor, nos comprometermos com a pregação para que cada ser humano receba o evangelho e finalmente possamos dizer: O Papai Voltou! Volte logo Jesus!

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