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sexta-feira, junho 05, 2020

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O cantor e o marinheiro


Por Célio Barcellos
Para falar de Josué de Castro e Umberto Moura, inicio esse texto da seguinte maneira:

"Stamos em pleno mar... Doudo no espaço brinca o luar — dourada borboleta;
Estamos em pleno mar…"

  De fato, estamos em pleno mar… o próprio Castro Alves ao redigir sua poesia, observava os tumbeiros nas vibrações marinhas. E nas vibrações da vida, dois meninos com sonhos bem distintos, redigiram as suas vidas com o auxílio do Senhor. 
Um paulistano e o outro paraense, sem ao menos se conhecerem, embarcaram no navio da vida. Um, literalmente foi marinheiro, realizando o sonho de menino. Foi oficial e navegou pelo Atlântico e seguiu a rota dos tumbeiros não como um escravo, mas aprisionado nos porões da ilusão.
O outro, com um sonho mais modesto, o de ser apenas um educador físico, parte para o internato e se depara em teologia. Com uma veia musical, tornou-se também cantor e no Arautos ministeriou. 
O marinheiro, ao aportar em Santos, retornando das águas de Angola foi literalmente fisgado pelo arpão do evangelho. Um desconhecido, por nome Acílio Alves foi o arpoador que impressionou o marinheiro e o fez ancorar dos mares. 
De marinheiro, parte para uma nova etapa! Cursar teologia no Instituto Adventista de Ensino, o velho IAE. Hoje, Centro Universitário Adventista de São Paulo.
Pr. Moura e PG de pastores. 
Das vibrações da vida, os dois desconhecidos se encontraram. Um nortista e um sulista, que o ministério aproximou pelo extraordinário poder do evangelho. Do velho IAE, para a seara eles rumaram. Um foi para a Voz. Isso mesmo! A Voz da Profecia, ministério radiofônico mais antigo do Brasil. O outro, cuidar de igrejas. 
Particularmente, conheci os dois quase ao mesmo tempo. Na verdade, eu sabia quem os eram, mas eles não a mim. O Josué de Castro, o vi primeiro. Era o ano de 1994, quando iniciei a minha trajetória cristã na Igreja Adventista e na casa do Valter Pita, ouvi pela primeira vez o Arautos do Rei. O Umberto Moura, foi em 1996, por ocasião da viagem à casa dos Pita e lá o vi pela primeira vez, na Central de Aracajú.
Nas vibrações da vida, o Senhor Deus pavimenta os passos a ponto de desconhecidos se encontrarem e se tornarem amigos de jornada. Apesar de inicialmente ter visto o Josué, foi o Moura, com quem conversei primeiro. Ainda o vi numa Capela do SALT/UNASP em 1999 falando de Pequenos Grupos. No entanto, a primeira conversa foi num aeroporto, numa dessas viagens por ai. Até meu professor esse camarada foi. No período do mestrado…
O Josué, conversei pela primeira vez em 2019, por ocasião da minha chegada no território da Associação Paulista Central (APaC). Particularmente, me sinto lisongeado por trabalhar com esses dois ilustres servos do Senhor. Homens escolhidos por Deus para fazerem a obra mais sagrada nesta terra - salvar pessoas dos mares revoltos da vida. 
Pr. Josué numa Semana de Oração em Porto Ferreira
O Josué, além de ter pastoreado igrejas, teve uma forte conexão com o ministério da música e da comunicação. Chegou a ser diretor do antigo (SISAC), hoje, Rede Novo Tempo. Atualmente, é o nosso Departamental de Mordomia. O Moura, tem uma marca registrada! O homem da oração e dos Pequenos Grupos. Fundou o Culto da Mata, que há mais de 30 anos funciona como uma igreja em que centenas de pessoas se reúnem ao ar livre. Ano passado, como fruto do seu trabalho de oração, conduziu cerca de 130 pessoas ao batismo. 
Esses dois Ministros do Evangelho, após somados 72 anos, concluem a brilhante carreira pastoral. De meninos sonhadores, a pastores realizados, prosseguem rumo ao Céu. Se antes eram desconhecidos, passaram a ser irmãos. Juntos, ganharam almas e aguardam ansiosos pelo Pai, quando, por ocasião do Seu retorno, acontecerá uma festa de família em que não haverá aposentadoria, distâncias e nem despedidas, pois "celebrar a vida será 100 mil anos cada dia". 
Obrigado pastores Josué de Castro e Umberto Moura! A vida de vocês é uma inspiração. 

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