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sábado, março 28, 2020

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De homem perfeito a primata e de primata à restauração.

Por Célio Barcellos

Em seu livro Sapiens, Yuval Noah Harari menciona que a “fofoca” foi o meio utilizado pelo Homo sapiens a se estabilizar em bandos, a partir da Revolução Cognitiva. Para esse renomado doutor em história pela Universidade de Oxford, além da “fofoca”, a outra arma poderosa utilizada por esse "tipo" de espécie humana foi a criação do “mito”, usada para ampliar o seu domínio. Na perspectiva evolucionista de Harari, a criação de deuses e espíritos consolidaram as tribos.
Para ele, o Homo sapiens possui a imensa capacidade de imaginação e inteligência de agregar com eficiência uma quantidade enorme de pessoas distintas que cooperem com as ideias. Ao citar a Revolução Francesa, Harari menciona que de uma hora para outra, o povo deixou de acreditar na mitologia monárquica e assumiu o mito de que o povo é soberano. Na verdade, os sapiens mudam a forma de pensar de acordo com a  necessidade e transformação.  
Apesar de muita coisa na perspectiva do professor Harari fazer sentido, a Bíblia  traça um paralelo para o homem neste mundo de contrastes, em uma perspectiva de esperança, apesar do homem ser pecaminoso. Todas as artimanhas utilizadas pelos sapiens para a sobrevivência e manutenção de poder, a Bíblia dá um nome - pecado. E não tem como não concordar na existência desse mal, uma vez que diariamente o chamado Homo sapiens, presencia os horrores dos seus mau feitos.
Para o relato da criação, ao ser expulso do Éden, o homem deixou para trás um lugar de equilíbrio e passou a andar errante na busca por sobrevivência. Largou o aconchego do paraíso, para viver em cavernas e conviver com animais ferozes. A escritora Ellen White chega a dizer que o “pecado deslustrou a imagem de Deus no homem”. Ou seja, se o relato das Escrituras fosse levado a sério, o ser humano saberia melhor a sua origem e não falaria da vida em diversas teorias. 
Enquanto Harari e tantos outros discorrem com maestria acerca da evolução, a Bíblia se encarrega em dizer que Deus criou o homem perfeito. Para o escritor e teólogo Harun Yahya, ao invés de evolução, ocorreu o processo de involução na humanidade. De fato, há muito sentido no que Yahya diz, pois apesar de uma mente criativa, o ser humano pratica brutalidades e ferocidades que fazem exigir um sério pedido de desculpas aos supostos sapiens e demais espécies. 
Mesmo discordando do pensamento evolucionista de Harari, confesso que a leitura está me agradando. Como professor, ele consegue escrever fácil uma linguagem bastante complexa. No entanto, ainda prefiro o relato da criação. É maravilhoso saber que o planejador de tudo o que vemos, foi detalhista ao criar o homem. O fez com totais habilidades e inteligência. O maior problema do ser humano no Éden, continua sendo o atual. Concorrer com quem o criou. 
Assim sendo, Quando Harari discorre acerca dos feitos dos supostos ancestrais humanos, a minha mente viaja para o primeiro casal na terra que precisou driblar as bestas feras que ele mesmo soltou da jaula. Imagine se Deus não tivesse dotado o homem com as faculdades mentais claras! Seria presa fácil. Tirando os milhões de anos propostos, não vejo dificuldades em aceitar que os sapiens sejam o próprio ser humano em sua luta por sobrevivência após o pecado. 
Portanto, ver o ser humano utilizando-se de práticas primitivas só corrobora com que a Bíblia diz: “Todos pecaram e carecem da glória de Deus”(Rm 3:23). A glória de Deus é a oportunidade do homem ser restaurado e envernizado pelo Sangue do Cordeiro. Aí sim, ele retornará para o lugar de onde nunca deveria ter saído, o Edén. Lugar indescritível em que a caminhada humana estará livre de cavernas, bestas feras e confusões que o cercam. Porém, repleto da perfeição que ele descartou pelo desejo de querer ser um deus. 

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