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sexta-feira, março 15, 2019

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Transforme-se pelo evangelho de Jesus e fuja do evangelho da maldade




Por Célio Barcellos

O apóstolo Paulo em sua segunda carta aos Corintios 3:18 diz que somos transformados pela contemplação. É claro que o apóstolo está dando a ênfase na contemplação da glória de Deus, à qual deveríamos contemplar. No entanto, as Escrituras também orientam para não colocarmos coisas ruins diante dos olhos (Sl 101:3). Sem contar nos conselhos para o desvio da maldade e das pessoas más, além de nos propor a Lei de Deus como fonte de prazer (Salmos 1:1).
No entanto, desde o pecado no Eden, o ser humano procura contemplar e gastar o seu tempo com muitas coisas, mas pouco com Deus. A sagacidade do diabo continua feroz. Só mudam os tempos e as pessoas, mas o “bicho” continua o mesmo. Assim como ele estudou a rotina do casal no Eden camuflando-se em serpente, ele tem sido muito criativo atualmente. Talvez não façamos ideia, mas ele é capaz de se personificar para enganar.
Das 168 horas semanais, quantas são dedicadas para à contemplação daquilo que é puro e santo? Quantas dessas horas são reservadas para a comunhão? Será que as poucas horas semanais destinadas a ir à igreja por exemplo, se tornaram enfadonhas? Será que ainda há espaço para a espiritualidade em um mundo rodeado de efeitos especiais, jogos e entretenimentos afins?
Por trás de tudo o que ouvimos, lemos e assistimos há uma cosmovisão sendo divulgada. Há uma industria pesada que tem deixado gente bilionária e muitas pessoas dependentes desse consumo. Roteiros como Crepúsculo, Game Of Thrones, The Walking Dead e tantas outras produções fazem a cabeça da moçada como se não existissem outras coisas. Sem contar os jogos de videogames que tem gerado muitos transtornos nas pessoas.
Há conteúdos de maldades na casa das pessoas que são consumidos 24hs. Ambos possuem a sua cosmovisão. A mentira da imortalidade promovida pela serpente no Eden, continua atuando em situações multifacetadas. A filosofia dos filmes e games com o seu conteúdo de maldade têm influenciado a vida de vilões pelo mundo. A imagem das trevas tem ganhado espaço no cotidiano das pessoas como algo totalmente natural.
Quando Guilherme Taucci Monteiro (17) e Luiz Henrique de Castro (25), invadiram a Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano/SP, é possível que ambos estivessem como em um jogo de realidade aumentada em que as fases do jogo fossem as salas de aulas, os alunos, os inimigos, e os atiradores (eles), os algozes. Ou seja: reproduziram na vida real o que contemplaram na virtual.
O fato é que eles foram cruéis, covardes e ímpios. Eles caíram na mentira do diabo. O interessante é que o diabo não utilizou a serpente, mas conteúdos de maldades. Ele conseguiu convencer esses dois jovens a acreditarem que eram imortais à semelhança do videogame, quando a morte é superada no reinício do jogo ou da fase do mesmo. Para esses atiradores a vida não tinha valor. Na verdade, a cosmovisão de "quem morre não morre", foi implantada neles e em tantos outros que cometeram as mesmas atrocidades.
Atualmente, as redes sociais mostram claramente a indiferença das pessoas. Tanto jornais em busca de ibope e pessoas em busca de likes e compartilhamentos, acabam espalhando desgraças como nunca antes. É uma espécie de evangelho da maldade. É até desumana a maneira com que as vítimas são mostradas nos vários meios de comunicação. As fotos de vítimas expostas sem nenhum critério ético e muito menos com a preocupação do impacto que poderá causar em um familiar. 
Pois é… os conteúdos de maldades formam o evangelho da maldade. E esse evangelho da maldade também transforma, pois o que não falta é contemplação. No entanto, ele transforma para o mal. Em nome da informação, o que se observa é uma popularização do mal. Mas como lutar contra isso se o entendimento, na maioria das vezes é que faz parte e precisa ser mostrado? Ou que as imagens e videos não causam influências ou mal nenhum.
Assim sendo, o arqui-inimigo de Deus (Satanás) continua a enganar as pessoas. Continua a mentir que elas não morrerão. As serpentes modernas em suas variadas formas, têm convencido a muitos. Parece que o mal está em vantagem. No entanto, se houver a permissão para o evangelho de Jesus Cristo influenciar a mente, tenha a certeza que a contemplação no mesmo causará transformação. Não para um mundo de maldades, mas para o mundo da glória de Deus.

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