tempo de oportunidades

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terça-feira, agosto 07, 2018

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Feto, também é gente!

Arte retirada de rede social

Por Célio Barcellos

       Enquanto insistem em me eliminar, deveriam eliminar a sujeira dos seus corações. Se o problema é o estuprador, façam o seguinte: Castre o cara, mas deixe-me viver. Não tenho nenhum interesse em conhecê-lo ao sair daqui. Se a minha mãe, não conseguirá olhar para mim, por favor, me deem para alguém. Há muitas mulheres sem o dom da madre que daria tudo para que eu fosse gerado em seu ventre. Por favor! Me entregue para uma dessas, mas não me mate.
Se o problema foi a irresponsabilidade dos meus pais, que ao namorarem avançaram o sinal e agora querem me eliminar, quero dizer que eu não tenho nada a ver com a história. Ou melhor: agora tenho, pois estou aqui. Se me eliminarem, não resolverá o problema, pois outros virão e farão a mesma coisa, pois o problema está no coração maldoso, cheio de pecado.
Se acham que a vida só começa em tal período para favorecer o aborto, quero dizer o seguinte: eu posso até não entender de nada, mas acho que no momento em que o espermatozoide se juntou ao óvulo, creio que não embarcariam nessa viagem se não tivessem vida. Ah,! no momento em que o pênis e a vagina se degladiam, já existe vida, do contrário, não existiria o ato. A vida somos todos nós, incluindo eu, um estorvo para vocês. (Assista "O grito silencioso").
Alguns acham que a defesa da vida é fanatismo de religiosos. Mas acho que não. Pelo que ouço daqui de dentro, tem muitos médicos e especialistas que não admitem o assassinato, ainda que num feto como eu. Pergunto: E se achasse algo semelhante a mim, no planeta Marte, chamariam de vida ou de morte? De grande descoberta ou de um estorvo?
Engraçado! Não existe a pena de morte para criminosos que matam sem dó e piedade, mas para seres como "eu", indefesos, sim. Aos que defendem criminosos e os tratam como bebês, a ponto de levarem comidinha na boca, colchões novos, roupinhas lavadas, alguns com direito até a um tal de caviar. Eu os chamo de hipócritas! Por que um indefeso como “eu”, sou tão odiado? Querem me eliminar como um verme, e com o aval da justiça, dos homens da toga preta. Tenham paciência né! Ou melhor: Tenham misericórdia de mim!
É um contra-senso criticarem a ditadura e o nazismo. Como bem disse o Papa Francisco: “Aborto é nazismo com luvas brancas”. Se acham que as luvas não sujam as mãos, estão enganados, pois o ato da sucção uterina e mais o estraçalhamento do meu corpinho, fará com que Deus cobre de vocês. Afinal, foi Ele quem me criou.

Ah, estão rindo de mim né! Só porque eu mencionei que Deus criou. Pois é… prefiro essa humanidade na criação do que a maldade da sucção abortiva. Enquanto vocês decidem se devem ou não me assassinar, vou continuar a orar a Deus por proteção, afinal, “foi Ele quem formou o meu interior e me teceu no ventre de minha mãe”(Sl139:13). Uma pena que ela também não acredita nisso! 
       Desde já, agradeço a todos os que me defendem. O meu muito obrigado aos católicos, protestantes e ateus! Apesar de não me conhecerem, torcem por minha vida, ainda que em miniatura, ainda. 

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