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quinta-feira, julho 26, 2018

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Avós que vão, recordações que ficam

Meus avós - João e Valdimira
Por Célio Barcellos

O tempo é algo cruel para seres mortais como nós. O problema é que não dá para entender como o ser humano tem a capacidade de tirar a vida de outro. Se bem pensássemos, jamais avançaríamos contra alguém com intuito de machucar ou fazer algo pior. A vida é muito breve! Só por isso, já seria o suficiente para deixar cada um cumprir os seus dias livremente.
Todo dia 26 de julho, comemora-se o dia dos avós. Particularmente, eu tenho muita saudades dos meus avós. Imagino que você também sinta muitas saudades. Avós são seres encantadores, espécies de outro planeta. Os meus faleceram aos 86 anos de idade. Meu vovô, João Pequeno, foi o primeiro a nos deixar. Com menos de dois meses após a sua morte, eis que foi a vez da minha vovó, Valdimira. 
Os dois estão sepultados na terra de seus corações, que também é a minha terra. Falo de Itaúnas, Vila bucólica no litoral norte capixaba, pertencente ao Município de Conceição da Barra. Naquele lugar, além dos meus saudosos avós, estão enterradas pessoas que estiveram presentes em minha vida e de tantos outros nativos do lugar. 

Dona Dorota - quase vó, nativa que se foi esse ano

Na antiga Vila (que foi soterrada pela imensidão de areia, atualmente forma as famosas Dunas de Itaúnas, um tipo de Saara Capixaba), estão submersos dois cemitérios, onde muitos entes queridos estão sepultados, inclusive os meus tataravós (Rosa Amélia e Valdemar da Silva Campos, pais de minha vó; e Vitalina Matraca com Manoel Ortiz de Barcellos, pais do meu vô).
Dunas de Itaúnas
Essas pessoas eu não tive a oportunidade de conhecer, mas sei dos seus nomes, pois nas muitas conversas sobre a “Estiva”, “Córrego Grande”, “Comercinho dos Parentes” e “Itaúnas Velha”, (localidades daqueles idos) não somente os nomes dos meus bisavós como de tantos outros ficaram na memória, durante as prosas à luz de lamparina em nossa pequena casa de estuque.  
Da parte do meu pai, Vilmar Lameu (praticamente não tive convívio, pois só veio reconhecer paternidade nos meus 41 anos), conheci a Vovó Eva Lameu. Infelizmente, não pude desfrutar da companhia e dos seus conhecimentos, pois a vi somente uma vez, há cerca de dois anos, quando logo em seguida ela veio a falecer. O vovô Teodolino Lameu, não cheguei a ter contato.
Minha Vó paterna, Eva Lameu entre os netos Kairos e Krícis

É isso aí! Sem avós não existiria você, pois sem eles, os seus pais não existiriam. Procure estar próximo deles sempre! Também não impeça os seus filhos de conhecerem os seus avós. Se porventura esse texto chegar nas mãos de alguém possuidor de filhos sem nenhum tipo de responsabilidade, procure se ater a esse detalhe. Afinal, o tempo é cruel e todos nós somos mortais.
Do ponto de vista humanista, tudo fica somente nesse plano. Do ponto de vista cristão, há a responsabilidade com esse plano terreno, e também a expectativa de uma vida futura após a morte. Sim! Há esperança da ressurreição. Pode parecer um tanto utópico, mas faz todo sentido, pois afinal, dentro de nós há algo que diz que não fomos feitos para morrer. 

3 comentários:

  1. Pastor, que bencaos sua família.
    Conheço Itaúna lugar maravilhoso.
    Eu fui criada pela minha avó e foi uma benção na minha vida.

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  2. Pastor, que bencaos sua família.
    Conheço Itaúna lugar maravilhoso.
    Eu fui criada pela minha avó e foi uma benção na minha vida.

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