tempo de oportunidades

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sexta-feira, julho 13, 2018

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Benta, João e Dorvalina

          
Cada um de nós carrega histórias e lembranças de um passado recente ou distante. Olhando algumas fotos, encontrei uma que continha imagens do meu saudoso e querido vovô (João Barcellos, mais conhecido como João Pequeno) e de suas irmãs, Benta Barcellos e Dorvalina Barcellos. A primeira era quietinha, simples e se parecia demais com o vovô. A segunda, uma baixinha forte, de voz grave e também na dela.


Eles eram filhos de Manoel Ortiz de Barcellos (conhecido como Manoel Pequeno) e de Vitalina Matraca. Ainda tiveram dois irmãos: Getúlio de Barcellos, morreu ainda jovem, (por volta dos 20 anos de idade) e Conceição de Barcellos, mãe de Alcides Barcellos (esse, o considero como tio desde pequeno). Todos nascidos na Comunidade de Córrego Grande, sertão de Itaúnas.

Pois bem, tanto Conceição, quanto Getúlio, eu não os conheci, pois eu ainda não era gente (rssss). Ambos eram padrinhos de minha mãe (Adocélia). De acordo com a minha mãe, o Getúlio era um jovem bonito e que vivia muito bem. Desde pequeno, foi criado na casa do Luiz Italiano e Maria Ortiz. Era filho do coração e ajudava a gerenciar o gado, o cafezal e demais lavouras da família. 

Quando criança, eu ouvia meu vovô e também a minha vovó (Valdimira) relembrar os momentos naquele sertão. Além do “Córrego Grande”, surgiam na conversa localidade como: Estiva, Comercinho dos Parentes, Morro Dantas (atual Pedro Canário) e tantas outras localidades. Particularmente, cheguei a conhecer bem a Estiva e os Parentes. Lembro com saudade do tio Manoel Velho e da tia Ambrozina, casal sempre hospitaleiro. Lembro do Altino, do Eduardo e tantos outros…
Igreja matriz, na praça de Itaúnas
     A minha tia Dorvalina, sempre que podia saia de Vitória para nos visitar em Itaúnas. Certa feita, foi juntamente com a Amélia, uma de suas filhas (viciada numa cocada que a vovó fazia). Das outras vezes, chegou acompanhada de mais pessoas. Da que me lembro bem, derrepente chega um camarada de bigode, espalhafatoso, dirigindo um Landau - (consumia gasolina mais que bêbado em botiquim). Esse camarada chamava-se Osvaldo Melo, esposo da Carminha, filha de Dorvalina. E com ele estavam: os filhos Rodrigo, Filipe e Mariana; a esposa Carminha e a tia Dorvalina.
Das irmãs do vovô, a tia Dorvalina saiu bem adolescente do Córrego Grande. Mas das vezes que conversávamos, ela se lembrava de muita coisa de sua terra, especialmente de sua amiguinha de infância, a Termute com quem brincava de boneca. Na realidade Termute era prima. 
Dorvalina viveu em Vitória e se casou com Francisco Fraga (funcionário público do Estado). Ele viúvo e com dois filhos: Dindinha e Fraga Filho (saudoso locutor da Rádio Espírito Santo). Da união teve: Estélia, Maria da Penha, Marília, Nádia, Carmem, Maria Amélia, Vera, Tânia Mara e Zé Elcio. 
Já a tia Benta, foi casada com Afonso, natural do Sergipe. Eles tiveram: Agemiro, Marinete, Maria das Graças, Maria Auxiliadora, Ninfa, Sebastião e Wilson. Conceição teve: Alcides, Jucelem e Maria Paula. E o meu avô, casado com Valdimira tiveram: Sebastiana, Adocélia, Valdemar, Izael, Maria, Eva e João Filho, conhecido como (José).

É isso aí! Gosto de relembrar e escrever sobre minha gente e minha terra, pois além de me ser nostálgico, é um tremendo passa-tempo. Muita gente de minha família não me conhece e eu também não os conheço. Mas vais que nas estradas da vida, a gente se tromba por ai! Enquanto existir vida, há oportunidades de encontros e reencontros. 
Boa leitura!



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