tempo de oportunidades

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quarta-feira, outubro 11, 2017

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A liberdade na arte, não deve ferir a inocência de uma criança.




Por Célio Barcellos

Quando eu era criança, tudo era muito simples, muito belo e sem maldades. Em companhia de amigos, eu passava o dia desfrutando de tudo o que o nosso lugar oferecia: rio, dunas e mar... Era um ambiente mágico! Viver naquela Vila era como se não existisse outro local. Os dias eram infindáveis e as noites tinham mais brilho. 
Eu dormia sem a preocupação do amanhã. 
Na companhia do vovô (João Pequeno) e da vovó (Valdimira), me sentia seguro, pois ambos me passavam segurança. Sem contar, a imprescindível educação. Morávamos numa casa simples, de estuque. Mas que saudade! Não tínhamos TV e nem tecnologias da época. O nosso único veiculo de informação era o velho rádio. Meio pelo qual me fazia sonhar com outros lugares, a não ser a Vila.
Aos sons de grilos, sapos e outros bichos, minha saudosa vovó, inundava a minha mente de estórias. Eu viajava no mundo da fantasia…era tão maravilhoso ouvir aquela velhinha discorrendo as anedotas cheias de encantos… Que saudades! Saudades de um tempo excepcional que se foi e que não volta mais.
O meu vovô, também não me deixava na mão. Contava histórias de seus tempos na antiga Vila e também do sertão. No sertão de Itaúnas, como era conhecido, muita coisa vinha à tona. Lugares como Córrego Grande, Estiva, Comercinho dos Parentes e tantos outros lugares que eu tenho guardados na memória. Que saudades! 
Por um bom tempo, eu dormi na esteira, pois a tia Ortiz, velhinha de 137 anos (pena que o Guines não foi conferir), dormia numa pequena cama. Tudo era simples em nossa casa. Vivíamos à luz de lamparina; bebíamos água das talhas e filtros de barro; o fogão era à lenha e quantos peixes assados e tantas coisas gostosas preparamos ali! Os banhos eram na bacia ou no maravilhoso rio, o Itaúnas.
Se eu tivesse que comparar o meu tempo de criança, com o atual, sem sombras de dúvidas não tem comparação. Apesar de todo o conforto e sofisticação tecnológica atuais, percebo que roubaram a inocência das crianças. Onde já se viu expor crianças, quando, no local caberiam somente adultos? 
Em nome da arte, vituperam a inocência de meninos e meninas; utilizam argumentos de que índios andam nus… cá pra nós! Esse tipo de argumento não é honesto para quem vive em metrópoles. Adão e Eva viviam completamente nus. Porém, não existia a maldade. O ambiente em que moravam era uma verdadeira homeostase. 
Se um corpo nu, tocado por uma criança, expressa tamanho saber como querem os que defendem esse tipo de arte, seria interessante essa arte invadir os presídios e deixar ser tocada por grandalhões que já passaram da fase infantil. Será que a reciprocidade seria a mesma? O discurso continuaria a ser o mesmo?
Infelizmente, há uma tendência em erotizar as crianças. Na minha época de criança, ter acesso a conteúdo pornográfico era mais difícil. Apesar de as Bancas de jornais já naquele tempo, estamparem abertamente literaturas eróticas atiçando a curiosidade e pervertendo os nossos sentidos. 
Particularmente, luto contra imagens que tive acesso na adolescência e que me causaram terríveis danos na mente. Eu jamais gostaria de ter conhecido o sexo, na idade em que surgiu para mim. É muito fácil transmitir perversões para uma criança e quando adulta deixar que ela se exploda em sua guerra e conflito internos. 
Quantos maníacos são frutos de desejos incontroláveis, pervertidos por filmes ou qualquer iniciativa que promova a explosão sexual? Ao invés de achar tudo isso normal, o ideal seria deixar as crianças serem crianças, projetarem em suas mentes ótimos valores e não exposições ao nu e nem incentivos sexuais.

 Louvo a Deus pelo evangelho! Ele é o poder de Deus (Rm1:16). Ele possui a capacidade de renovar a mente de todo aquele que se achega ao Senhor (Rm12:1,2). Além do evangelho, também é preciso se render a um bom profissional que ajude a organizar os pensamentos para evitar possíveis loucuras. Apesar de serem ridicularizados, percebo nos cristãos, a luta contra os monstros internos. Mesmo em suas hipocrisias eles reconhecem fraquezas que os hipócritas sociais não o fazem.

Meus avós nunca precisaram andar pelados dentro de casa, para que eu conhecesse o universo do meu corpo. Mesmo sem os devidos conhecimentos sexuais, eu sempre soube na minha casa, quem era o homem e quem era a mulher. A única vez em que vi os meus avós nus, foi por ocasião em que ambos estavam na bacia, tomando banho. A princípio eu quis caçoar e cheguei a dar gargalhadas, mas me arrependi, pois diante de mim, estavam pessoas que me amavam e me tratavam com muito respeito, e eu jamais deveria zombar deles!
Se tão somente, aplicarmos os princípios da família no cotidiano, o respeito valerá para todos. Às crianças, trataremos como crianças e aos adultos como adultos. Se assim o fizermos, compreenderemos que tudo tem limites, inclusive a arte. 

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