tempo de oportunidades

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quinta-feira, março 12, 2015

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O cristão e as manifestações populares


 
Por Célio Barcellos
 
Os judeus estavam em constantes insurreições contra o domínio romano. O alto custo dos impostos suscitava ódio e rebelião. Dentre os judeus, os zelotes eram os mais violentos, pois era um grupo nacionalista de resistência armado (conhecido também como sicários), que a qualquer custo queria libertar os judeus desse jugo.
 
Por uma questão de sobrevivência e perpetuidade no poder havia os conchavos entre os poderosos que causavam mais revoltas no povo. O que se nota na historia dos governos é uma constante mudança de um lado para outro para a conquista da confiança de quem está no poder.
 
Tendo conhecimento dessas artimanhas, o bom seria se o cristão não se envolvesse em manifestações contra o governo, ainda que sejam conhecedores de seus atos errados; pois o maior exemplo para o cristão é Cristo que viveu sob o jugo de um governo cheio de corrupção, mas que ensinou aos seus seguidores o seguinte: “aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração... o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” (Mt. 11:29,30)
 
Mas eu não estarei sendo omisso se eu não pintar o rosto e não for para as ruas manifestar contra os abusos? Se você agir como Cristo agiu, não estará sendo omisso. O cristão tem duas armas poderosíssimas ao seu alcance, sem que precise sair às ruas em meio ao inflame da multidão. – A retidão e a oração!!!
 
Os que depredam patrimônio público e tiram a vida de pessoas, como a do cinegrafista Santiago Andrade da Tv Bandeirante, defendem seus direitos não respeitando os dos outros e no ímpeto das manifestações são capazes de coisas absurdas. Esse já seria um bom motivo para você não estar em meio à multidão! Principalmente para não ser confundido com a mesma e não correr o risco de perder a razão e praticar atrocidades como as que são veiculadas.
 
Baseado em Romanos 13, o Comentário de William Baclay, cita algumas razões pelas quais os cristãos do Sec. I reconheciam a autoridade do Estado e por que não dizer também que eram desaconselhados por Paulo a manifestações contra o mesmo.
 
1. O Cristão é Parte da Sociedade.
 
Paulo entendia que ninguém pode desligar-se inteiramente da sociedade da qual faz parte. Ninguém pode conscientemente marginar-se da nação. Como parte dela, o indivíduo desfruta de uma série de benefícios que não teria isoladamente. Assim como é parte do corpo da Igreja, é parte do corpo da nação.
 
2. Oferece Justiça e Segurança
 
O Estado existe para oferecer justiça e segurança a seus cidadãos. Um Estado é essencialmente um corpo de homens que se uniu para relacionamento e observação das leis; sem o Estado, a vida seria regida pela lei da selva. Todo homem deve segurança ao Estado e, portanto, deve responsabilidade para com o mesmo.
 
3. Oferece Uma Variedade de Serviços
 
Ao Estado o povo deve uma gama de serviços; Não seria possível cada um ter sua própria água, sua própria luz, serviços sanitários, serviços de transportes. Um indivíduo isolado não poderia desfrutar de um sistema de serviços municipais ou de serviços sociais de segurança.
 
4. Como instrumento divino
 
Esse era o principal conceito de Paulo sobre o Estado. Ele via o império romano como instrumento ordenado por Deus para salvar o mundo do caos. (A Pax romana dava ao Apóstolo, a possibilidade de realizar o seu trabalho). Paulo entendia que aqueles que administravam o Estado estavam desempenhando um grande papel: estavam fazendo a obra de Deus, e era um dever cristão ajudar e não obstruir.
 
Que bom exemplo do Apóstolo Paulo! Soube muito bem aproveitar da Pax sem se rebelar contra a mesma. Exemplo disso foi por ocasião de sua 1ª viagem missionária quando evitou passar pelo reino de Antioco para não sofrer represarias, pois este não estava sob domínio de Roma.
 
Assim sendo, o que deve nortear o cristão é a palavra de Deus e não um clamor desordenado que causa prejuízos materiais e humanos (causados é claro por uma minoria infiltrada em meio à multidão), mas um clamor ao Senhor para tocar os corações dos governos e dos povos a reconhecerem seus abusos e se tornarem retos à semelhança de Cristo.
 
Se você é um cristão e sua vida é pautada pela normativa bíblica, você facilmente entenderá que seu lugar não é nas ruas se rebelando contra o estado a ponto de ser confundido com um zelote; mas como um prudente, e verdadeiro cristão nacionalista cumpridor de seus deveres, que contribui não só com impostos, mas com retidão e oração em prol de seu País.









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