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terça-feira, novembro 18, 2014

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O Golpe da República






Por Célio Barcellos


“Conheço os brasileiros, isso não vai dar em nada.”

Essa frase foi dita pelo imperador Pedro II momentos antes do golpe que derrubou a monarquia e culminou com o seu exílio na Europa. À semelhança do imperador, os detentores do sistema político brasileiro, também pensam a mesma coisa, pois tratam o povo como se o mesmo não tivesse iniciativa para mudança.

O dia 15 de novembro de 1889, amanheceu normal para a família imperial. No entanto, uma reviravolta aconteceu, e, em menos de 48 hs, o “préstito dos exilados”, seguia em direção ao porto, rumo a Europa. Assim surgia a República, de um golpe orquestrado por militares e influentes da sociedade, em nada comparado a movimentos populares, pois de fato o imperador até tinha razão, já que o povo não estava preocupado com o movimento republicano.

Fala-se tanto em golpe militar, que se esquece de mencionar que a Republica teve um movimento golpista que intriga os historiadores. Segundo Laurentino Gomes em seu livro 1889, D. Pedro II cometeu um grotesco erro em aceitar a nomeação do senador gaúcho Gaspar Silveira Martins, para compor um ministério de transição e tentar contornar a crise já instaurada. Esse erro de avaliação custou caro ao império, pois Silveira Martins, além de desafeto de Deodoro da Fonseca, chegou dois dias depois, tempo suficiente para que o Marechal, defensor do império, porém magoado com a nomeação do rival, decretasse o governo provisório.

Na realidade, a Republica que não foi proclamada, e efetivamente veio a ser em 1993, por ocasião do plebiscito para a escolha entre as três opções de governos: Presidencialismo, Parlamentarismo e Monarquia. Lembro-me muito bem dessa iniciativa, já que todo o País foi mobilizado para esse feito.

Esse é o Brasil! Um belo país, recheado de riquesas e belezas naturais, mas possuidor de escabrosas histórias de corrupção e de golpes.  O imperador tinha tudo para uma reação, pois nem todos estavam favoráveis ao golpe, mas agiu como um estadista, que preferiu ser expulso e diga-se de passagem, rejeitou valores e indenizações do Estado para se manter na Europa. Bem diferente de hoje, quando as benesses do Estado escravizam trabalhadores para sustentar aproveitadores e verdadeiros parasitas.

É sempre bom lutar por direitos. No entanto, evite levantes e até derramamento de sangue. Jesus viveu numa época de extrema corrupção, mas não moveu um dedo em apoio a qualquer tentativa de tomar o Estado. Ele sabia quem estava por trás de cada movimento reacionário. O Seu arquiinimigo, Satanás, desde a rebelião no Céu (Ap 12:7-9), tem procurado desestabilizar as coisas.

No contexto de poder, a atitude de Pedro II, parece sem sentido, uma vez que ele era o monarca-mor do país. Ele poderia ter reagido com mão de ferro, ainda que fosse prejuízo para ele. Pena que os intelectuais e brutos da época não souberam aproveitar as ideias progressistas daquele homem e quem sabe numa proposta conjunta, pensar no bem de todos e não somente de alguns.

Imagino que após 128 anos, já passou da hora do Brasil eliminar todas as  benesses e corrupções que só causam atraso e a infelicidade de sua gente. Assim, olharíamos mais para a frente, sem nos preocupar com os fantasmas do passado.



2 comentários:

  1. É lastimável que a cada manobra dos governistas não se tem a melhoria para a maioria do povo, como pregam, mas sim, para manter os privilégios destes outros poucos, que só almejam o poder e o favorecimento dos seus...

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  2. Realmente são especialistas em manobras.

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