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sexta-feira, outubro 31, 2014

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O Altruismo de João Batista



Por Célio Barcellos


“Convém que Ele cresça e que eu diminua”. (Jo 3:30)

Antes de analisar sobre o Batista, primeiro é necessário saber a definição de Altruísmo, que Segundo Sérgio Ximenes em seu Minidicionário da Língua Portuguesa é dito o seguinte: “Sentimento ou atitude de quem privilegia o bem do próximo”.

Pois bem, se você ler o texto a partir do versículo 22, verá que os discípulos de João ficaram enciumados quando souberam que Jesus estava fazendo mais discípulos do o seu mestre. Esse texto mostra que o altruísmo de João é um exemplo para nós.

- João Batista teve atitude e humildade.

Segundo Colin Brown, (Dicionário Internacional de Teologia) no texto grego, o verbo crescer “auxano” da uma idéia de influência e importância. O Batista aponta para o seu Senhor e retira a sua própria luz a fim de deixar mais visível Aquele a quem aponta.” O mesmo autor ao analisar “diminuir” do grego (elattow), mostra que a palavra da uma idéia de inferiorizar, diminuir (Hb. 2:7,9); estar em necessidade de (2 Cor. 12:13) e ser diminuído (Jo 3:30).

Sabe amigo, João tinha tudo para dizer que era o Messias. Não o fez por saber de sua missão. Comentando sobre ele, a escritora Ellen White diz que durante “algum tempo, a influência do Batista sobre a nação fora maior que a de seus principais, sacerdotes e príncipes. Houvesse ele se anunciado como Messias, e fomentado um levante contra Roma, sacerdotes e povo se teriam reunido em torno de seu estandarte”. (O desejado de todas as nações, 178). Ela ainda diz mais: “Houvesse ele se doído por si mesmo, ou expressado desgosto ou decepção, por ser sobrepujado, e estariam lançadas as sementes da dissensão, incitado o ciúme e a inveja, tornando-se sério obstáculo ao progresso do evangelho.” (Idem, 179).

Se coloque no lugar dele! Era o centro das atenções, agora passava a ser mero coadjuvante. Quem sabe você seja gerente de um banco, diretor de uma empresa, e no momento as coisas não estão boas para o seu lado e ainda se vê ameaçado pela sombra de seu colega? Ou quem sabe você seja um pastor, advogado, político, etc... percebe uma nova liderança nascer e tomar o seu espaço! Como você se comportaria? Teria a mesma atitude de João? Ou usaria de meios escusos para continuar em evidências? É claro que João não estava sofrendo esse tipo de pressão, pois sabia para o que viera.

João não se autoproclamou o Messias por estar satisfeito com o seu papel. Sabia que fora enviado para preparar o caminho do Senhor, por isso não estava preocupado nem enciumado por Jesus estar fazendo mais discípulos. Você precisa aprender com o exemplo de João Batista! Não permita que a vaidade e a inveja tomem posse de sua mente.

- João entendeu a necessidade e a importância da obra de Cristo.

Você pode estar perguntando: será possível ser altruísta nesse mundo?

-Claro que sim!

Um bom exemplo que citarei para você não vem da Bíblia, mas da política. Como da política? Será que pode vir alguma coisa boa de lá?

-Acho que sim!

Em 2005, o Jornal “A Tarde” da Bahia, publicou algumas reportagens do processo de redemocratização do país. Numa dessas reportagens percebi o altruísmo de um dos grandes líderes político do Brasil - Ulisses Guimarães. Entenda a história:

- De 1964 a 1984 o Brasil teve em seu comando a ditadura militar. No entanto, o movimento das “Diretas Já” ansiava por um sistema de governo mais livre. O colégio eleitoral depositou confiança em Tancredo de Almeida Neves, elegendo-o Presidente do Brasil.

Porém, aconteceu o inesperado!

O primeiro Presidente civil após a hierarquia dos generais teve de ser submetido a uma cirurgia, que o deixou em estado de “coma” à véspera da posse.

-E agora, o que fazer?

A cúpula do partido se reúne. Pedro Simon, que estava em viagem ao Uruguai, retorna às pressas para uma importante decisão: Quem toma posse? Pedro Simon não hesita em apontar o Dr. Ulisses Guimarães. No entanto o Dr. Ulisses foi enfático: Não! Quem assume é o Sarney. Ele sabia que por direito seria ele quem deveria assumir, já que era o presidente da câmara. No entanto, não permitiu que um capricho pessoal colocasse em risco todo aquele processo democrático, pois imaginou ser mal interpretado pelos militares. Ulisses Guimarães entendeu que onde ele estava poderia ser útil ao país.

E você meu amigo!!! Tem a nítida noção de que onde você está, é útil ao seu bairro, a sua cidade ou ao seu país? Ou simplesmente tem aproveitado das oportunidades para se dar bem na vida, e não se importar com isso? Lembre-se que cada um será cobrado na esfera em que exerce.

Portanto, o altruísmo de João Batista é um exemplo para nós, pois não se deixou levar por sentimentos mesquinhos e transitórios. Ah! Caso ache difícil copiar o exemplo de João, faça o de Dr. Ulisses.

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