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terça-feira, outubro 28, 2014

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Não Somos Macacos





Por Célio Barcellos

O incidente envolvendo o goleiro “aranha” do Santos, no último fim de semana de agosto de 2014, quando torcedores enfurecidos o chamavam de “macaco”, repercutiu tanto que a torcedora Patrícia Moreira da Silva de 23 anos, além de perder o emprego precisou prestar depoimento por injuria racial.

Esse incidente como tantos outros que acontecem mundo afora, seja publicamente ou na calada da noite, só reforça o entendimento de que o ser humano não tem nenhum parentesco com antepassados simiescos. Do contrario, a associação com o primata não seria injuria, mas um elogio ao suposto “ancestral humano”.

A insistência da ciência no modelo evolutivo beira a uma arrogância sem precedente, pois, contínuas afirmações supostamente comprovadas de que “os homens-macaco teriam sido seres peludos, rústicos e de baixa estatura, com um cérebro pequeno e baixa expectativa de vida,” [1] tende a piorar as coisas.

Falando um pouco sobre essa questão, Ellen White diz que os “homens são tão persistentes em excluir a Deus da soberania do Universo, que degradam ao homem, e o despojam da dignidade de sua origem.” [2] Por isso, há esse constante desrespeito do homem para com o próprio homem durante os milênios de sua existência.

Para o relato bíblico, o pensamento evolutivo é totalmente contraditório, uma vez que os pressupostos da existência de Deus e da criação do homem contidos nas Escrituras, só reafirmam as evidencias de que o homem foi criado por alguém superior e não que tenha se originado de uma espécie inferior a ele.

No livro de Gênesis, o autor do mesmo, relata Deus criando os céus, a terra, o mar e tudo o que contém (Gn1:1-25). Para cuidar de toda essa criação, Deus cria um ser diferente de todos os outros seres, que na “genealogia de nossa raça, conforme é dada pela inspiração, remonta sua origem não a uma linhagem de germes, moluscos e quadrúpedes a se desenvolverem, mas ao grande Criador”.[3] 

Portanto, é preciso olhar com mais seriedade e respeito para o ser humano. Não o tratando como um animal, um refugo, um desqualificado, mas como um ser que possui intelecto e razão. Não seria prudente falar que o homem possui raça, para não soar pejorativo e criar superioridade, a ponto de loucos tentarem dizimar etnias como sendo inferiores. 

O que de fato precisa é que tanto num estádio de futebol ou em qualquer ambiente do cotidiano e interação humanos, haja respeito recíproco e genuíno. No entanto, devido à degradação do pecado, o que se tem visto, é uma involução de atitudes que beiram a selvageria de animais enfurecidos.

Assim sendo, lembre-se que o relato bíblico diz que o homem é “filho de Deus” (Lc 3:38). E por ser filho de Deus, não deve nem de longe intentar algo que desqualifique ou prejudique outrem, mas pelo contrario, procure viver em harmonia plena. Pois de fato, ele é de espécie única, dividida em etnias, línguas e cores, que mostram uma diversidade, que descende e ascende não de um animal, mas de um ser criado por Deus, chamado Adam.

[1] Daniel Verlog, Criação. 1. ed. Brasília, DF: Sociedade Criacionista Brasileira. 2007, p.182


[2] Ellen G. White, 16. ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2007, p. 45.


[3] White, 45.

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