Estatística viva
Por Célio Barcellos
Numa segunda-feira de folga, fui com a família a Campinas. Um dos objetivos era levar a Salomé para exames numa clínica.
Deixei o carro no estacionamento e saí com o Kairos e a Krícis pelas ruas do centro.
Depois de algum tempo em pé, sentamo-nos a uma mesa para conversar e descansar.
Enquanto o papo corria solto com meus filhos, deixei o olhar vagar pelos prédios ao redor. Um deles se destacava, não pela arquitetura, mas pela enorme propaganda da antiga Mesbla.
Para quem não viveu aquela época, a Mesbla foi um gigante do varejo que faliu, mas deixou saudades em quem frequentou suas lojas espalhadas pelo Brasil.
Em certo momento, comentei com os filhos: “Quanta gente nesta cidade! Olha o dinamismo dela.”
Campinas tem cerca de 1,2 milhão de habitantes. No meio da conversa, chegou a hora de buscar a Salomé e seguir para o Parque Ecológico.
Queríamos respirar um pouco de natureza. No trajeto, observava os transeuntes e a pulsação da cidade.
Por um instante, minha mente viajou pela história humana e pelas bilhões de pessoas que já caminharam sobre a Terra.
Num salto no tempo, pensei: em algum momento também serei apenas uma estatística na reflexão de um futuro cronista — provavelmente alguém que, como eu agora, estará com a família em algum lugar e terá uma percepção parecida da vida.
Já no Parque Ecológico, víamos animais, pássaros, vasta área verde e gente conversando, caminhando ou correndo para manter a saúde.
Um pouco adiante, um casal posava para fotos. Se eram noivos, como imaginei, ali estava a promessa da continuidade da espécie. Para que outros possam, um dia, transitar por onde já passamos.
Afinal, se estamos aqui, é porque nossos pais, em algum momento, escolheram perpetuar a vida.
Agora, enquanto termino de digitar esta crônica, o sol queima meus braços. Ouço o ruído distante de máquinas, o passo de pessoas, mas não a multidão de Campinas — apenas o ritmo sereno de Jaguariúna.
Da varanda de casa, contemplo não só prédios e telhados, mas o verde de uma fazenda, o pasto, o gado, aves em voo e o céu imenso que sempre aponta para algo maior.
Nunca se esqueça: você não está aqui de passagem. Dentro de cada um de nós há algo que nos impulsiona para o transcendente.
Em vez de nos perdermos apenas na imanência das coisas urgentes, vale posicionar o coração diante da eternidade.
Quem nos criou (Deus) não é deste planeta. Ele apenas o construiu para que nele habitássemos e fôssemos felizes para sempre.
Viva a sua vida e auxilie outros na caminhada. Nunca se esqueça do Eterno.
Ele tem algo infinitamente melhor do que o corre-corre de uma multidão lutando pela sobrevivência
Separe tempo para o que é elevado. Você se surpreenderá com a descoberta (Apocalipse 21:1-4).




Comentários
Postar um comentário