Carnaval, pra que?



Por Célio Barcellos 

A foto acima mostra o clima de paz e sossego na cidade de Conceição da Barra/ES, minha terra. Um litoral bucólico e maravilhoso para as famílias. 

Em outros tempos, neste período, uma multidão chegava para a folia do lugar. 

Para se ter uma ideia, nos 90, auge dos carnavais de rua, a cidade de apenas 30 mil habitantes, conhecida como a Princesinha do Norte, chegava a receber em suas ruas 200 mil pessoas e quatro trios elétricos. Era considerado o quarto maior carnaval de rua do país. 

Dá para imaginar o barulho ensurdecedor, a sujeira nas ruas do dia seguinte, as brigas, drogas, álcool, muito sexo, gravidez indesejada e possíveis abortos. 

Neste exato momento, acabo de chegar da igreja. Eu estava atendendo a igreja em Descalvado/
SP. 

Tanto na ida quanto no retorno, notei que não havia barulhos e nem multidões no trajeto. A Rodovia Anhanguera super tranquila. 

Quando entrei em Pirassununga para chegar em casa, confesso que só fui lembrar do carnaval quando vi pessoas no parque de diversões. 

Até chegar em meu destino, notei que diversas famílias estavam na frente de suas casas conversando e bebendo alguma coisa. 


Na hora me lembrei do tempo em passei no Rio Grande do Sul quando era comum no final de tarde os  gaúchos se reunirem nas calçadas de suas casas e em família tomarem chimarrão 🧉 e colocarem a prosa em dia. 

Confesso que agradeci a Deus por não ver o carnaval e ao mesmo tempo observar famílias reunidas, ainda que estivessem ingerindo algum tipo de bebida 🍷 alcoólica. Essa é uma escolha de cada um. 

O único barulho nesses dias, foi a alegria dos vizinhos que na noite de sábado amanheceram o dia conversando e dando gargalhadas. Nada mal em comparação aos barulhos ensurdecedores e as inconveniências da “festa da carne”. 

Ao nos livrarmos dessa folia, é bastante provável que seremos mais saudáveis e produziremos mais riquezas. Além de vermos o dinheiro público destinado a isso, ser utilizado para finalidades mais urgentes das pessoas. 

Se refletirmos bem, chegaremos à seguinte conclusão: carnaval, pra que? 

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