Na Arena Com Perpétua: o chamado que não silencia
Por Célio Barcellos Ao contemplar a imensa arena erguida no Campus da Universidade Adventista de São Paulo para acolher os quase nove mil jovens do MRNT-SP, não pude deixar de lembrar de Vibia Perpétua. Uma jovem de apenas 22 anos, cartaginesa, mãe de um recém-nascido, que, no alvorecer do século III, escolheu o martírio por amor a Cristo. Ainda não batizada, Perpétua já carregava no peito uma convicção inabalável. Nem as lágrimas do pai idoso, nem os apelos desesperados dos amigos, nem mesmo o choro do filho ao peito conseguiram dobrá-la. Diante da exigência de renunciar a Jesus e adorar o imperador, ela respondeu com serena firmeza. Por isso, foi lançada na arena. Ali, recusou-se uma última vez a negar o Senhor. Uma espada cortou-lhe a garganta, e seu sangue se misturou à areia quente. Enquanto observava aqueles milhares de jovens reunidos na arena moderna, uma pergunta ecoava dentro de mim, carregada de urgência e gravidade: quantos deles, a partir de agora, e...




