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sexta-feira, agosto 21, 2015

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O Brasil precisa de líderes realizadores


Por Célio Barcellos
A atual crise, mostra que o Brasil não fez muito bem o dever de casa. O governo deveria pelo menos lembrar da história dos sete anos de fartura e sete anos de escassez em que passou o Egito dos dias de José (hebreu sonhador e que interpretava os fatos) quando o Faraó teve dois sonhos: (1) com “sete vacas gordas” e “sete vacas magras” e (2) com “sete espigas cheias” e “sete espigas mirradas” (Gn41:1-7).
 
Se fizermos uma busca nos últimos12 anos, encontraremos, à semelhança dos dias do Faraó, não somente um José, mas vários... muitos deles ignorados e até mesmo chamados de pessimistas, quando advertiam para a crise atual.
 
Pois bem, ao invés de ouvir os prognósticos, o governo insistia no incentivo ao consumo exagerado e fantasiava um futuro de glórias eternas. A crise externa que assolava outros países, nem de longe assustava e era chamada de “marolinha”. O que importava era o marketing do progresso, pois de fato os números mostravam melhorias na vida das pessoas.
 
O problema é que a crise chegou e com ela veio uma tsunami. Quem estava acostumado a se vangloriar se assustou tanto, que até mesmo a atual líder do País, possuidora de uma fama de durona e de saber presidir, demonstrou-se frágil, acuada e sem saber o que fazer. Para não afundar mais a nação, precisou ceder a pressões contrarias às suas crenças ideológicas.
 
A coisa ficou tão séria, que se não fossem as bases solidas da moeda, estabelecidas no início dos anos 90, a inundação teria sido maior, causando estragos da “costa” ao “continente”. Os tempos áureos de produção, deixaram saudades, pois o que se tem visto são fechamentos de fábricas, demissões em massa e a triste desvalorização da moeda.
 
O Brasil precisa urgente profissionalizar sua gestão pública. Precisa partir para a meritocracia ao invés da burocracia; banir os conchavos da “Ucharia Real”; dedetizar os parasitas que consomem sua riqueza; esquecer ideologias ultrapassadas que não servem de modelos para ninguém; instruir sua população para melhores escolhas; ouvir e aprender mais, ao invés de falar demais. Precisa acordar para o mundo real.
 
Sim! Eu disse mundo real. Parece que o atual governo vive no mundo das hipérboles fantasiosas.
 
É preciso aceitar que o sonho virou não somente um pesadelo, mas um monstro em potencialidade real, que precisa ser destruído, para permitir-nos voltar a sorrir. Está mais que na hora, de o Brasil assumir uma postura humilde e corajosa como a do “Faraó”. Encontrar alguém, que, de fato saiba interpretar, dialogar e presidir a nação, para que a mesma, não venha sucumbir nas mãos de aventureiros.
 
Se tão somente o Brasil olhasse para o seu umbigo e lembrasse do monstro chamado hiperinflação que o assombrou em anos recentes, procuraria similaridades com a história do Egito, e ouviria conselhos até mesmo de um argentino, para se prevenir dos tempos das vacas magras.





 
 
 
 

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